quinta-feira, 30 de setembro de 2010

POESIAS DA PRIMAVERA

                                                        ESTA FLOR
                                                                       JORGE BICHUETTI
Há flores no quintal da minha casa,
ora são flores de encantos amorosos,
ora se dão ao amor de Nossa Senhora...

Os pássaros as amam, como se fossem,
ora um feitiço mágica das florestas,
ora uma resposta dos Céus às suas preces...

Colhi uma, entre tantas , e a dei ao meu povo...
Esta flor, ora é pão multiplicado, flor-compaixão,
ora é somente uma flor na lapela, revelando
que nossa lágrima ostenta, espinhos que nos maltratam
e uma doce e terna esperança que nos tira o medo,
fazendo-nos a coragem da caminhada, flor -redenção

NÃO ESQUECI
JORGE BICHUETTI

Encontramo-nos e depois de tantos anos,
vendo-o meu coração não saltou, nem foi ao céu.
Falaste de tantas lembranças, que eu consenti com o olhar,
por puro respeito ou medo de perder a elegância.
Não quis ser descortés, mas nada me tocou, de nada me lembrei...
No entanto, não esqueci a flor , hoje ressecada, guardada nas páginas de um livro.
Carinho puro, ternura ousada!
... Notei, então, na diferença das recordações
que nem notaste a flor...
O único bem que sobrou do nosso eterno amor!...

                                                                            
                                                                                VOCÊ
                                                                                     JORGE BICHUETTI

Tuas promessas não me soam assobios do coração,
Galanteisas e me seduz, mas não me roubas a alma.
Sabes tudo dos encantos dos amores comuns,
mas como hei de me entregar, se nunca, nunca,
me deste na poesia do entardecer a ternura de uma flor?
                                                  
                                                                           

6 comentários:

  1. Um tempinho que fico longe, me descuido e, oh! Enche de flores coloridas após uma tempestadezinha que caiu suave e necessária!

    Palavras quentes que vem com uma brisa fresca.

    Quanto amor existe na ansiedade serena da saudade entre-amigos?
    A resposta que o coração dá não é traduzida em códigos logísticos da razão.

    Daí o coração arrasa essa razão! Ô batida boa!

    Ternos abraços caro amigo Jorge!

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  2. Querido Michel, não sei se sou... ou se me tecem no intempestivo da vida onde meus amigos me alimentam, me alentam, me inspiram e me me fazem suspirar.
    Cada encontro, olhar e palavra, me dá a sensação que somos tribo: guerreira, festeira, sementes de alvoradas que vieram e outras que ainda estão por vir.
    O entre-amigos é o espaço liso por excelência donde florescem os sonhos, as utopias, os novos caminhos...
    Sinto, muitas vezes, só, e quando me percebo amando meus amigos , creio que esta dor chamada solidão no meu caso é apenas uma recaída pequeno-burguesa.
    Ah! mas faltam fazem os amigos: suas palavras, seus olhares, ou simplesmente, a certeza de que estão... no caminho.
    Lhe abraço com carinho e ternura Na ansiedade da saudade e na alegria de seguiremos na mística da partilha. jorge bichuetti

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  3. Amado amigo Jorge, quero lhe abraçar pela força corajosa que dá a este ser a cada encontro literário nesta vastidão digital que nossos corpos se presenteiam. Um limbo original. Um nú que só os leitores de entrelinhas são percéptos da visualização desta. Mesmo se sentindo recaido, este tempo-espacial inda há de nos abrigar. Parece impetuoso de minha parte dizer, mas o que seria de nós nessa condição humana não darmos ao cabo uma recaída burguesa aos mínimos, se tanto tem-se batalhado para uma nova vida? É difícil. Mas também estamos aí, nessas ruas burguesas, mesmo espreitando a calçada amigável.
    Serenos abraços, forte amigo!

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  4. Ao Virar as Costas
    Aos pálidos e oprimidos
    E as palavras que eles dizem
    Que nós não entenderemos
    "Não aceite que o que está acontecendo
    É só um caso de sofrimento dos outros
    Ou você descobrirá que está se unindo ao
    Virar as Costas"

    É um pecado que de alguma maneira
    Luz está mudando para sombra
    E lançando seu véu
    Sobre tudo que sabemos
    Ignoramos como as massas cresceram
    Dirigidos por um coração de pedra
    Nós poderíamos descobrir que estamos todos sozinhos
    No sonho do orgulho

    Nas asas da noite
    Como o dia está despertando
    Onde os mudos unidos
    Num acorde silencioso
    Usando palavras que você estranhará
    E hipnotizado por como eles acendem a chama
    Sinta o novo vento da mudança
    Nas asas da noite

    Não mais virar as costas
    Aos fracos e exaustos
    Não mais virar as costas
    À frieza interna
    Apenas um mundo que todos temos que compartilhar
    Não é suficiente apenas ficar em pé e assistir
    É apenas um sonho que não existirá:
    Não mais Virar as costas?

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  5. Michel, encanto-encantamento... a poética é fonte de devires que se ocultam no racional matemático do cotidiano.
    De costas ou de frente...vamos... mas vamos mais tecendo asas. abraços jorge

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  6. michel, não daremos as costas às dores e feridas dos oprimidos, a eles nos uniremos e juntos guerrearemos por libertação, dignaidade e vida partilhada na justiça e na ternura. Michel, belo filósofo e poeta, como é bom vê-lo no caminho das lutas e nos vôos dos sonhos. Abraços jorge

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