quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POESIAS: ASAS DE VIDA NOVA

                                                               ESTE BEIJO
                                                                  JORGE BICHUETTI

Este beijo me alucina, e penso
nas carícias possíveis e impossíveis;
e, assim, retenho, fagulhas de um amor
que desconhece o calendário e não sabe
dos ponteiros do amor, fixos, erectos,
como se amor fosse uma flor e um ardor
que vivesse para além da primavera...



                                              AMIZADE
                                                   JORGE BICHUETTI

Amigo, é um bicho estranho
que tem ombros, colo e escuta;
parece meus passarinhos, todos
encantados pela vida e pródigos
no ato de alegrar, mesmo se a vida
se entranha nos abismos da tristeza,



                                                        DESEJO
                                                            JORGE BICHUETTI

O desejo não se define, se alinha...
enovela, enrosca e fascina...
O sexo negado ganha voz, pele
e pede um momento a sós...
Juntos, os corpos se enlaçam,

voam e chegam ao céu....
Depois, fica... um silêncio,
uma dúvida , nenhuma razão...
Somente, a necessidade de se  ver
a artmética do coração...

LUA
JORGE BICHUETTI


Esta lua que cresce, pedindo
um carinho maior; e esta
lua mingüante que deseja
o semear da festa....
Uma nova pede vôos
de prazer e felicidade...
Já  a cheia se contenta
com seus feitiços no ar...
Dela, nasce o sonhar
e todo poder de amar....

3 comentários:

  1. O desejo. Ah! O desejo!Se não me matar o mato! rsrrs
    Belíssimo Jorge!

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  2. Ay Este Azul

    Ay, este azul
    Que les quiero contar como fue
    Por momentos se queda en mi piel
    Ilustrándome el paisaje aquel.

    Ay, este azul
    Golondrina que vuelve otra vez
    Musicando mi zaguán de ayer
    A esperarme de barco en la sed.

    Ay, este azul
    Provinciano se quiebra en mi voz
    Como antigua vidala en adiós
    Como un breve puñado de sol.

    Ay, este azul
    Ay, este azul

    Ay, este azul
    Que ha llegado a iniciarme en la luz
    Con campanas de asombro tal vez
    Habitando lo que nunca fue.

    Ay, este azul, este azul
    Es un verde también
    Resolana brillando en el pez
    Con un silbo enredado en la piel.

    Ay, este azul
    Solo quiere quedarse en mi voz
    Como un duende mojándome
    Y en vez
    Este azul es un niño tal vez.

    Pancho Cabral

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  3. No azul do desejo, faíscam fagulhas de fogo, que me matam, se sobrevivo...mato o desejo e caminho em busca de um novo desejo.
    beijos jorge

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