sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

POESIA: ASAS DA NOITE PROFANA

                                     BOEMIA
                                               Jorge Bichuetti

Paralepípedos
tupiniquins
calçam a rua
das luzes vermelhas,
dos noturnos prazeres,
da dura vida fácil,
do tresloucado viver...

Um copo, uma canção...
A desnuda e sensual....
Dois, outros, uma multidão.
Nada vejo, nem sinto;
pressinto,
enlouquecido,
na minha ébria lucidez...

Uma moça toda nua
de salto alto
e rebolado disperso;
um homem adornado,
de mini-saia,
Rosa,
e chamas de sexo no ar...
Uma orgia de cores
diversas e embriagues...

No fim da noite,
o sol nascente
desperta os susssurros,
uivos e gemidos
que, lentantamente, se vão
à espera
de um outro,
de um outro anoitecer...















                           
                
                       DESEJOS TRAVESSOS
                                                      Jorge Bichuetti

Teu corpo de Apolo
e tua alma de Dionísio,
consumam um paraíso
de voos paradisíacos,
no céu
da imaginação.

Teu corpo de Oxum
e tua alma de Iansã,
num todo, espaço liso,
fervilhantes desejos,
uma flor
na construção.

Teu corpo de atleta
e tua alma de prostituta,
de gorjetas sensuais,
voa e clama num aviso:
se vens,
sou tua... tua paixão...


                          ESTE ANJO VADIO
                                      Jorge Bichuetti

O amor
é um anjo vadio,
um deus descalço,
uma flor,
uma estrla,
um luar...

O amor
não passa
da concretude
que flore o chão
do nosso louco
sonhar...


             SONHOS DE UMA NOITE DE LUAR
                                           Jorge Bichuetti

Esta noite sem fim
de fumaça e neón!...
Euu quero é cultivar
minhas flores,
a ternura é meu dom...

Este baton vermelho
de provocante ilusão!...
Eu quero é sonhar
co'as estrelas,
florindo o céu e o meu chão...

Não maldigo o destino,
nem minha infelicidade...
Eu quero é o verbo amar
uma nova,
terna, suavidade...

6 comentários:

  1. Jorge

    Amor
    Amores
    AMAR
    Ser amado

    Não me ensinaram que era tão complexo. Aprendi.

    bjos
    Anne

    ResponderExcluir
  2. Anne, esta postagem escrevi, após uma atendimento de uma prostituta...
    Imaginava que do amor sabiam...
    Quando a vi notei carências e sonhos, tão semelhantes aos que nós que não estamos na rua, vivemos: sede de amor, ternura, companhia e com-paixão.
    Penso que fui um mal tradutor das suas cruas angústias, mas desejei desmistificar nosso preconceito e nossa soberania no afirmar que temos a solução da difícil questão do amor e do amar.
    Abraços,
    Jorge

    ResponderExcluir
  3. E com certeza não temos soluções concretas. Apenas pinceladas que surgem com a experiÊncia de uma caminhada.

    bjjos
    Anne

    ResponderExcluir
  4. ANNE, O BOM, É SABER QUE VAMOS PINCELANDO E DESCOBRINDO QUEM PODE E GOSTA DOS NOSSOS DESENHOS...
    oU, AINDA, PARA ONDE NOS LEVAM AS NOSSAS PINCELADAS..
    SOMOS FILHOS DO VENTO,
    COM CAINHO, jORGE

    ResponderExcluir
  5. Tânia, na rua deserta ainda não explusaram os olhares nem proibiram o romatismo. O re-verso ... A vida ao avesso... Nosso mundo. Abraços, Jorge

    ResponderExcluir