sexta-feira, 25 de março de 2011

POESIA: UM AMOR... NENHUMA FLOR...

                                             SOMBRAS DO AMOR
                                                                         Jorge Bichuetti

Quanta dor!... Ver-te sofrer
sabendo que negas
as alegrias do meu amor...

Quanta espera!... Seguir-te
os passos do teus descompassos
sem pode dar-te
nem mesmo uma flor...

Viver, amando, e não ter
o teu carinho no meu ninho
deserto é a vida
de aridez,
de árdua dor...


                                   BURACO NEGRO
                                                              Jorge Bichuetti

Beijo o vazio
deixado por teus beijos
no oco espaço
do adeus...

Abraço o ar
e na ventania
não te encontro,
não me encontro...
tudo se perdeu...

Êta! nefasto abismo:
uma sacristia
sem Deus...


                            DECOMPOSIÇÃO
                                                       Jorge Bichuetti

Era primavera
nos meus sonhos,
nem vi o gelo
do teu olhar...

amei tanto
que nem vi o quanto
era o meu amor
um delírio,
solitário
e demente...
Não sabia
que na vida
nem sempre uma cova
fecunda a semente...

não sabia
que na vida
nem sempre o doce
hipnotiza a serpente...


                      DEPOIS, REVIVI...
                                             Jorge Bichuetti

Longe de ti,
revivi...
Vi o sol
e me deixei
ser visto
na luz do luar...

Agonizante, renasci...

Renasci no abraço,
no compasso
de uma nova paixão...

Agora, sei e sinto
que todo amor
pode devir-se flor,
se encontro no caminho
um novo ardor,
um encanto de louvor...














                         
            
              
                   HÁ UMA FLOR...
                                               Jorge Bichuetti

Há uma flor
no asfalto
no assalto
no alto
no salto
na vida
que se arrisca
e risca,
desenha,
se despe
se lança,
na dança,
andança
de caça
da cor
que sorri
no ápice
do amor...

Há uma flor
no ápice
no lápis
que escreve
poesia
magia alegria
alforria:
novo amor...

10 comentários:

  1. Belíssimos poemas... quisera eu ser a tua musa inspiradora...rsrsrs

    ResponderExcluir
  2. Jorge, "DECOMPOSIÇAO","HÁ UMA FLOR","BURACO NEGRO", TUDO DE UMA VEZ??? NÃO É PRUDENTE: AS USINAS DE TEU CORAÇÃO APAIXONADO PARECEM PRESTES A EXPLODIR. TUA POESIA FLUI COMO PROSA NA VENDA DE ESQUINA...QUE ISSO!!! ÓTIMAS!!!

    ResponderExcluir
  3. Tânia, como é bom canectar-te e partilhar a vida... fico feliz que tenha gostado. Hoje, repremi a Saracura, outra tentativa de escrever numa língua menor.
    A musa... Você e a musa das minhas utopias mais sublimes.
    Abraços com ternura, Jorge.

    ResponderExcluir
  4. Paulo, este seria meu grande desejo conseguir uma suavidade que a poesia fosse, assi, meio desabafo no bar da esquina e, também, um sonho num terreiro...
    abraços, estou esperando suas, meu irmão,
    a seca tá brava...
    Jorge

    ResponderExcluir
  5. Jorge

    Dizer o que? Teu grito poético reverbera em nós. Lindo!

    beijos
    Anne

    ResponderExcluir
  6. Anne, meu grito poético se dá no entre das nossas conversações. Nada sou, sou pouco e amo poder estar com vocês, em que vejo a vida como um dia a terei...
    Abraços com ternura, Jorge

    ResponderExcluir
  7. Momentos na vida
    são assim
    como folhas ao vento.

    Percorrem caminhos
    então,
    nunca imaginados.
    Se perdem nos redemoinhos,
    emoções da natureza.

    Gigante desgovernado,
    invade
    penetra
    chama a tempestade.

    Terra amante,
    úmida´
    fértil
    sob luzes de raios

    É o amor
    que não bate à porta.

    Chega e domina,
    enverga
    o coração.
    Ser desavisado
    perde,
    por entre os dedos,
    o norte do dia
    e da noite.

    Denise

    ResponderExcluir
  8. Lindo poema, terei imensa alegria de publicar-lo, abraços, Jorge

    ResponderExcluir
  9. Rosi, irei visitá-lo... com alegria e ternura; jorge

    ResponderExcluir