Jorge Bichuetti
Toda vida que levamos nos conduz a uma realidade íntima. Aflição ou serenidade; auto-confiança ou ciúme; desespero ou esperança; paz ou guerra... Refletem o mundo, mas, igualmente, nos retratam na vida que cultivamos como valor de eternidade.
Eternizamos situações de dor e de fracasso... Fixamos nelas e as esperamos como se fossem fatalidades intransponíveis.
A vida psíquica tende ao movimento; toda cristalização envolve um gasto extra de energia e vida.
Imprudentes, selecionamos as piores experiências e reificadas no mundo mental, passam a centralizar um processo que flui naturalmente para a diversificação e para a mudança.
Assim, inconscientemente, criamos repetições que tendem a confirmar nossa lenda de vida adotada.
Tudo influi no nosso funcionamento psíquico: o que pensamos, o que lemos, o que conversamos, o que vemos, o que escutamos... Desta forma, ou selecionamos o que desejamos como elementos da nossa máquina de produção da vida, ou somos capturados por fixações, condicionamentos e limites erguidos e dados como verdades...
Tudo tende à mudança... O fora e o dentro...
Ninguém é permanentemente o mesmo, podemos nos transformar e transformar o mundo.
É necessário escolher, optar e lutar...
Para isso, urge definir o que desejamos da nossa vida e que mundo queremos para nós e para os que virão...
Nenhuma mudança surge milagrosamente da vontade inerte.
Precisamos de perseverança, esforço continuado, disciplina e bom ânimo.
Toda caminhada inclui batalhas e estas são algumas vezes lamentáveis derrotas , doutras vezes, gloriosas vitórias...
Quem desiste na derrota não caminha para a vitória; e que se paralisa na contemplação de uma vitória é surprendido por derrotas inesperadas.
Lutar é caminhar, sonhando... Lutar é sonhar, partilhando... Partilhar, é caminhar, superando os limites do eu e se intenficando nas coletividades que abrigam os mesmos ideais e sonhose, assim, se fortalecendo na conjugação de vidas que se aliam e se somam na busca de um novo amanhecer.
Todos vivemos diversas grupalidades...
Nelas, somos subjetivados, ativa ou passivamente...
Se queremos uma nova vida, potente e alegre; necessitamos de agir, ativamente... Escolhendo caminhos, horizontes e parceiros de caminhada.
Um livro, uma paisagem, uma cantiga, também, são parceiros que elegemos para a construção da nossa vida.
Tudo se resume na definição matriz: o que queremos?...
Se queremos, para e para o mundo, uma nova suavidade, devemos ir conectando-nos com o terno e afável, com as lutas pela paz e pela não-violência, com o amor e solidariedade...
A suavidade é produzida nas campinas do amor.
A suavidade nasce e emrge das batalhas pela afirmação da vida, para todos e com todos...
E a suavidade rompe as muralhas deste mundo de exclusãoe violência, através de vidas que renovam nno caminho re no caminho persistem como vidas que dão pela paz...

Boa Noite poeta, visitar teu BLOG é ter uma aula, me sinto dentrode uma, adoro,
ResponderExcluirbeijos
Menduiña
Nas auroras, quando o relógio continua adormecido ao meu lado, o que desperta-me é uma ânsia fervorosa de calçar meus sapatos, acender um cigarro, e sair
ResponderExcluircom sede de conhecimento; e quando o crepúsculo se evanesce num céu de
cor lilás, ainda continuo a navegar pelas memórias de um tempo que a
pouco sucumbiu-se no passado. Mas, caminhar é preciso....
E em meio a tanta saudade, tantos desejos e remanescências, cabe-me
silenciar o coração para que ele possa ouvir as vozes que emergem de
um novo tempo!
Mendiuña, és uma poetiza com quem aprendemos. Aprendemos a viver e a sonhar, a lidaar com as nossas dores e a buscar novos modos de caminhar...
ResponderExcluirAbraços com ternura;
Jorge
Josie, tudo é maravilhosos: a própria mudança... e nela temos um jeito de caminnhar onde as lembranças do ontem permeiam o hoje...
ResponderExcluirAbraços, jorge