O CEGO II
Paulo Cecílio
o cego toca A quina do cubo:
o bico da águia é negro.
o cego toca A ponta do espinho:
é bico de beija-flôr.
o cego toca O sabão:
as nuvens são azuis...
QUE A LOUCURA
Concha Rousia
Que a loucura me assista
e me resgate desta
cordura insana
que me mata
que me nega os caminhos
para meu Ser
que me assassina
que me assassina
e me resgate desta
cordura insana
que me mata
que me nega os caminhos
para meu Ser
que me assassina
que me assassina
Adorei as imagens sugeridas pelo poema do Paulo, e agradeço o eco a essas minha palavras, gosto de as ver plantadas neste teu quintal de utopias ativas, abraços com carinho, Concha
ResponderExcluirConcha, me sinto feliz pelas nossas trocas e construções, aliás, não paro de pensar na beleza do Clube... Um quintal andarilho de utopias ativas... Abraços com gratidão e imenso carinho; Jorge
ResponderExcluirQue a loucura me assista
ResponderExcluire me resgate desta
cordura insana
que me mata
amém,CONCHITA DEL MAR...
Paulo, é lindo, não? todo um direito de viver e existir na suavidade do livre voar.
ResponderExcluirAbraços com carinho, Jorge
Oi Paulo, grata pelo carinho, um abraço para ti e para o Jorge e para todos os amigos e amigas que aqui passem, desde este lado do mar, Concha.
ResponderExcluirP.S.: Adorei a imagem que vai com os versos...
Concha, uma imagem meio noite azulada...poesia da madrugada.
ResponderExcluirAbraços e beijos no seu coração, Jorge