quarta-feira, 10 de novembro de 2010

POESIAS: ASAS DE ANDARILHO

                                                             VIAJANTE
                                                                   JORGE BICHUETTI
Navego mares e rios,
o horizonte me fascina,
mergulhando na magia
de muda m'ia própira sina...

No sonho vou: fantasia!...

Cidades,  portos e ranchos...
Andarilho, busco o ninho,
onde esconde a alegria
m'ias asas de passarinho...


VIDA ERRANTE
JORGE BICHUETTI

Existo, no dado
de um jogo de azar;
nele, nem os búzios
me podem salvar.

Sou a sorte lançada
na esquina
na contramão...
Sou a vida ceifada
na noite 
pela paixão...

Existo no dado
de um jogo de azar,
dele, só Deus,
um dia, irá me livrar..



                                                                 AVE, CHUVA!...
                                                                  JORGE BICHUETTI

A chuva sussurra macia                    A terra molhada alicia
sugestões de serenidade                   os grãos da generosidade...
e, então, escutando, vejo                  E no porvir nascente, elejo
as flores da fecundidade...                os frutos da felicidade.

DESEJO E MAGIA
JORGE BICHUETTI

Desejo o vento;
nele, o carinho...
Beijos, u'alento:
carícias e vinho...

Meu corpo arde:
sede de amor...
Finda-se a tarde,         
há no ar u'a flor...

Amor: fé e magia...
U'a alma, loucura; 
outra, alegria...

Nosso amor, assim,
do mal é cura,
u'ardor sem fim...


4 comentários:

  1. Jorge! Agora aprendi um pouquinho mais a trabalhar com blogs (rsrs) Aprendo com seus poemas e me inspiro para produzir algo mais. Muitos temas vem de encontro com algumas buscas pessoais. Nessas publicações, debrucei-me sobre a chuva... Ou será que ela se debruçou sobre mim? Parabéns pelo talento e obrigada pela oportunidade que o blog oferece de conhecer e ir além. Abraços

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  2. E nossos encontros serão caa vez mais produtivoos... a gente começa tateando, você já iniciou com um vôoo...
    Viver é uma aventura, que não se sustenta sem ternura e serenidade.
    Não as temos, aprendemos... dialogando. Abraços jorge

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  3. águas-vivas iluminadas

    considerava-me exímio nadador,
    tenho dúvidas agora, não sei mais...
    acho que brincava à beira do mar,
    com a água na altura dos tornozelos.
    imaginava dar mergulhos profundos,
    estranho...
    pisquei, e uma onda com sua língua de lua,
    lançou-me à imensidão,
    naufraguei.
    náufrado de mim, vi águas-vivas iluminadas,
    e de prazer morri.
    lembrei-me que precisava respirar,
    pisquei,
    a água batia em meus tornozelos.
    chorando,
    corri rumo ao continente,
    por não saber nadar.
    com medo da língua de lua,
    finquei meus pés na pedra,
    e sonhei com águas-vivas iluminadas.
    com medo de afogar-me em ti,
    não pude mais na beira do mar,
    brincar...

    samara

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  4. o perambular nômade não exige experiência, só oudacia e coragem, desejo e sonho... assim, vamos nos atropelos da noite à espera da aurora.
    bEIJOS JORGE

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