quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

POESIAS: SONHOS, MIRAGENS E DELÍRIOS

                                                UM DIA
                                                    Jorge Bichuetti

Carrego meus sonhos e os tenho;
às vezes,, são asas e me dão o céu,
doutras, se fazem cruzes e seus pesos
me ferem de angústia e aflição...
A vida é um louco engenho
que cada dia se mostra diferente,
a semente floresce e perfuma,
ja as cinzas da morte gera dissolução.

Um dia, poderei ver a vida
sem as nuvens escuras da ilusão
e sem as vertigens do medo,
este medo que domina e assombra
as noites de desnsa escuridão.
Um dia, voltarei a ser criança
e os sonhos conspirarão
no caminho do amanhã,
Então, esverdeado de esperança
viverei cada dia,intensamente,
na certeza de que novos dias nascerão.

                              

                                       DELÍRIO
                                              Jorge Bichuetti

Estive na lua,
de lá, me vi:
um homem
andando,
um pássaro
voando,
e um verme
orando....

Meus passos
seguiam
o caminho das flores...
Meu vôo
roubava
as cores do arco-íris...
Minha prece
celebrava
a fertilidade da vida...
Meu delírio,
lucidamente,
desnudava o explendor
da Terra, minha casa,
nunca vista,
e beleza da vida,
quase sempre nunca vivida.

Acordei e compreendi
que o desespero e a angústia
eram minhas alucinações,
e o mundo me esperava
para se florir e se fecundar
com os germes das minhas ilusões.

4 comentários:

  1. O medo... Cabe um espaço para falar dele um pouco mais, por este caminho 'em' felicidade, 'para' felicidade, 'com' felicidade... a palavra mais adequada, o leitor escolhe, né? rsrsrs

    Abraços â todos. Saudades.

    Evocação do devir-felicidade

    Artista de nascimento,
    O corpo se desenvolve em arte,
    O sangue carrega o divino,
    E a alma transborda reinvenção.

    Não pensava que o coração amedrontado
    Seria tão arbitrário e autoritário.
    Emudece o próprio silêncio!
    Nem gela, nem inflama,
    Nem vive, nem revive,
    Não morre, nem mata.

    O medo,
    Em seu contento de assentir,
    Faz redundância circundar arredundada
    Na repetência das palavras repetidas
    Na exacerbação de um traço linho e chato
    Que circula monóóóóótona..........
    Embromação!

    E de novo,
    Como uma explicação de alguma constância vazia
    Desesperadoramente acomodada... !
    Se desgasta e se enjoa de se repetir desculposa
    De se explicar e se fazer entender justificada.
    Se...

    Se em palavras...
    Em palavras secas a esfinge dormita loooonge...
    Ainda que incomodada, não revela sua divindade,
    Não transcende até essência de devir!

    Gira, roda, cai reticências.
    Ponto final.


    Um por-vir ressurge
    Renasce fênix esperança,
    Energiza o coração de leão
    Potencializa cabeça de águia
    Capacita corpo de boi.

    Caridade!
    O humano se apaixona pelo humano
    Em mais uma de suas mais belas artes:
    A de ser dono de seu livre-arbitrio
    “Arte-fazendo o belo e o bom”
    No destino de felicidadeS.

    Lillian Naves

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  2. Que poema forte e potente: uma provocação aos que desejam viver com intensidade e fecundidade.
    Sua ternura cativa...
    Sua força desbrava...
    Seu destino, amiga. é o alvorecer. abraços jorge

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  3. Jorge, tenho escrito muito e suas palavras além de me despertarem admiração, plantam sempre o algo a mais que não sei o nome ainda... mas que alimenta todo esse movimento. Obrigada pelo espaço e pelas palavras.
    GHrande abraço,
    Lillian Naves

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  4. Lilian, continuemos na caminhada florindo a vida e , desbravando novos horizontes. Abraços jorge

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