domingo, 23 de janeiro de 2011

O STRESS, ESTE FANTASMA TINHOSO

                                                  Jorge Bichuetti

Não permitas que o stress te mutile a vida... Não te tornes um homem austero, irascível, intolerante e impaciente.
Afugenta de ti este fantasma tinhoso e cruel.
Para tanto, escuda-te na serenidade...
Gasta-se  tempo e dinheiro, pensamentos e vida na vã tentativa de dominar o destino e os outros.
Domina-te a ti mesmo, na perspectiva   foucaultiana de viver e existir como uma obra de arte e de impor a si próprio seus imperativos éticos.
O stress não é um cavalo indomável nos atropelando nos torvelinhos da caminhada.
E não necessitamos de um equilíbrio perfeito ou de um psiquismo imune aos complexos e bloqueios para lograr na vida e na caminhada, dominá-lo, afugentando-o de nós.
Asserena-te e vive com alegria e paz.
Tudo é relação de forças...Já dizia Nietzsche...
Assim, compreenderemo-lo e o venceremos...
                                                        ****
Stress - fadiga física e mental, tensão, irritabilidade, humor instável, ansiedade, hipersensibilidade, tristeza e vazio, atenção deficitária, raciocínio lento e penoso, fragilidade emocional, explosões, cólera, medo, insegurança, negativismo e exaustão.
Nasce na vida e da vida...
Surge quando acumulamos um desgaste maior do que as reposições que efetuamos na produção da nossa vida.
Difícil é dominarmos os fatores que nos exaurem...
Contudo, é inegável que olvidamos frequentemente o cuidado de si.
Se forças  internas ou externas emergem nos exaurindo, devemos enfrentá-las; porém, cabe-nos,igualmente, armar nosso corpo, nosso psiquismo, nosso cotidiano e nossa vida de potências de reistência que nos sustentarão na lutta de cada dia.
                                                 ****
Mapeemos nossa vida e identificaremos os pontos sensíveis da nossa  vulnerabilidade.
Forjam o stress: o trabalho exaustivo e a vida infeliz, os desejos e sonhos reprimidos, a falta de territórios existenciais que nos potencializem as forças da vida via fé, coragem e esperança, e ainda nos debilitamos pela vida anémica sem a vitalidade e o refazimento que haurimos quando vivenciamos com intensidade e alegria as nossas linhas de fuga.
                                               ****
Deste modo, para excomungar de nós o stress, procuremos viver intensamente...
Não segundo os alvitres do imediatismo, do consumismo, do mercado competitivo, das ilusões do poder e das seduções que surgem no canto de sereia deste nosso mundo de espetáculo e deste noosso mundo de vendedores e vencedores.
Pintemos com as cores da aurora cada dia de nossas vidas...
Escutemos o canto dos pássaros e as sonatas dos anjos...
Meditemos. Respiremos o ar revigorante das campinas floridas...
Retiremos do baú a nossa acolhedora rede-de-balanço...
Namoremos, andando de mãos dadas pelas veredas onde florescem os jasmins...
Brinquemos.Sonhemos...
Soltemos pipas com nosssos filhos e netos...
Tomemos nus um banho de cachoeira...
E nas dores e angústias, aprendamos a lançar longe o stress do sofrimento, transformando nossa inquietação em versos de bom ânimo, serenidade e caminhos bifurcados que nos levem as rotas de uma vida nova.

2 comentários:

  1. E vou cantando pela vida, no caminho da esperança... afugentando o fantasma tinhoso e cruel.
    Abraços. Maria Alice

    Catendê

    Meu catendê... de lá de China
    Luante, meu catendê
    Meu catendê... de lá de China
    Luante, meu catendê

    Varre a voz o vendaval
    Perdido no céu de espanto
    Meu barco fere a distância
    No disparo da inconstância
    Me encontrei sem me esperar
    Quanto mais o tempo avança
    Mais me perco neste mar
    E no rumo do segredo
    Caminhei todo o caminho

    Ei lá
    Maré brava maré mansa
    Ei lá
    Vou na trilha da esperança
    Ei lá
    Vou no passo da alvorada
    Ei lá
    Mar amor enamorada

    De segredo e de procura
    Fiz do medo o meu amigo
    E de força sempre pura
    O meu canto se encontrou
    E no fim da jornada
    Vi meu canto crescer
    Há tanto escuro na estrada
    Esperando o sol nascer
    Vou cantar pela vida
    O meu canto de amor
    Há tanta dor escondida
    Tanto canto sem cantor

    Ei lá
    Maré brava maré mansa
    Ei lá
    Vou na trilha da esperança
    Ei lá
    Vou no passo da alvorada
    Ei lá
    Mar amor enamorada.

    (Antonio Carlos e Jocafi)

    ResponderExcluir
  2. maria alice, assim, com este canto de alegria e vida, o stress irá fugir por falta de espaço, já que a vida que canta,encanta e afugenta todos os fantasmas.
    Com carinho, Jorge.

    ResponderExcluir