terça-feira, 3 de maio de 2011

SOCIEDADE DE AMIGOS: DE PEDRA - A SENSIBILIDADE TERNA NO CONSTRUTIVISMO DOS ANOS 8 E 90

                                                  de pedras
                                              Terezinha Hueb de Meneses

A balada do sol engravidando a flor
de pedra
lapidação da luz esculpindo
a manhã.
Na bruma
o diáfano
o dia
o afã.
A ira/íris purpureja o olhar
do vagalume cego:
luz/larva
lavra
a alma inquieta.
O silêncio petrifica gestos
de amor
e os ais da terra
brotam a flor
de pedra (ainda)
- protesto ao mal.

DO LIVRO: a poesia em uberaba: do modernismo à vanguarda / guido bilharinho

5 comentários:

  1. Belas fotos...
    Bela poesia!
    Tenham um bom dia.

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  2. SILÊNCIO

    O silêncio grita para acordar minh’alma
    Eu não quero ouvir
    Chama o vento para uivar o tímpano
    Eu não quero ouvir
    Escorre em todo corpo como lava de vulcão
    Eu não quero ouvir.

    Usa frio e ataca entranhas
    Eu ainda consigo sentir
    Faz odor acompanhar caminhos
    Eu ainda consigo sentir
    Busca o som em ruídos...
    Eu ainda consigo sentir

    Peço em prantos, olha pra mim
    Ele não compreende
    Berro em versos, venha até mim
    Ele não entende
    Arrasto corpo falido
    Ele apreende

    Deito em brisa, durmo serena
    Ele compreende
    Sonho bem baixinho...
    Ele assiste
    Acordo serena
    Ele vive

    Abraços ciganos

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  3. Amiga, Sumaia, nossos dias começam cheia de vida, vibrações inovadoras, irei postar este poema amanhã, pois me encantou... Um alegre dia.
    Abraços ternura, jorge

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  4. Jorge querido,
    Ainda que a ventania da aurora desperta sopros frios.
    As chamas de suas palavras nos aquecem.

    Seu blog cada dia se manifesta mais sedutor, mais democrático, além de seus belos e intelectuais textos, somam-se de outros muito bons.
    Agora me pego lendo a adorável amiga profa. Terezinha Hueb e igualmente, dr. Guido Bilharinho.
    Ótimos.
    Felicitações sempre e renovadas.

    Bjos com girassóis.

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  5. Evacira, nosso trabalho será o ideal de manter viva a chama da liberdade e da justiça social; junto de um pouco de poesia que é vida nas palavras devindo-se campo de girassóis.Abraços com ternura; Jorge

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