VIDA NO CAIS
Jorge Bichuetti
Não quero a morte no cais; nem desejo
ali viver, longe, das aventuras e errâncias
que animam os caminhos do mar...
Um dia, beijarei a pele macia
do horizonte azul... abraçarei
as cordas coloridas de um arco-íris...
Só, assim, saberei dos sonhos
e, então, poderei no silêncio do
cais... cantar na aurora a oração
da vida que pulsa e brilha, além
dos suspiros e gemidos, dos versos
contidos na morte indolente dos que
não ousaram ir buscar um novo dia,
vivendo, assim, nas sombras da vida
impedidos de de ser e voar... de ser
a voz encantada pela beleza do infinito
que sempre mora um passo adiante,
onde os delírios se aninham e o amor
floresce sob a luz da vida que mora
nas asas tresloucadas da poesia do luar...
Entre o mar e o cais, hei de muito amar...

Lindíssima marina. De
ResponderExcluirUm abraço de profunda amizade... jorge
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