Cuidar é acolher; acolher é incluir... Mas, não podemos esquecer que incluir é produzir um mundo de vida, liberdade e alegria, de direito à diferença; uma vez que todo adoecimento físico ou psíquico é mortificado, negado ou desvalorizado pela exclusão das singularidades... E sendo a saúde e a doença um modo de andar a vida, é uma singularização excluída, uma insurgência rebelde que contesta a ditadura da normalidade...
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Não é possível cuidar fora do espectro das relações transversais... Urge potencializar no corpo adoecido uma capacidade de afirmação ativa da vida... Romper a passividade e verticalidade do cuidado excludente, dando ao corpo singularizado numa dor voz e caminho para protagonize a reinvenção de novos modos de ser e estar no mundo... onde não seja estigmatizado e negado a vida singular na vulnerabilidade de um processo de reinvenção de si mesmo e do mundo instituído...
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A corpo adoecido é um corpo profético: denuncia a falência da vida organizada no paradigma da opressão, exploração e mistificação... da vida de repetições cinzentas e vazias; e anuncia a necessidade de um novo mundo de ternura e compaixão, com corpos vitalizados na capacidade de sonhar e ser sonhados... voos da liberdade na intensidade dos bons encontros e das paixões alegres... um caminho e um horizonte de amor e solidariedade...
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Assim, cuidar, como educar, é impregnar-se de sentidos...
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Há um cuidado dominante que é basicamente adaptacionista e reducionista; nele, se restabelece a unidade robotizada em cheque com ataduras, recalchutagem e concertos resilientes...
O cuidado amoroso e terno, libertário, agencia a potência rizomática e singularizante da vida... Amplifica a vida com a emergência dos devires, eus não-paridos... E faz a vida florescer na primavera da aurora que instala no coração do mundo novas relações... um mundo que cabe anjos e guerreiros, índios e velhos, crianças e loucos... a arte e a magia... a vida desejante no voo alegre dos nossos corações de meninos...
Um sorriso fresco nasce da ousadia dos dentes que se mostram,
ResponderExcluirQuerem esticar os lábios, arremessar as bochechas para perto das orelhas,
Fazer ficar rasgadinhos os olhos,
E abrir levemente as narinas, respirar mais para morder a vida!
Sorrir é dizer sem palavras...
As vezes, com ruídos,
Sonoridades esquizofrênicas.
As vezes, canções,
Sinfonia das vísceras em cócegas!
Josie:um belísimo escrito, poesia da vida nos voos do devir. abraços ternos, jorge
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