folhas secas
no chão
no vento
no caminho;
onde o húmus dado
alados farão nossos corações...
e, assim, já haverá distâncias...
adeuses... nem o silêncio agônico da espera...
as folhas bailarão
no convulsão no êxtase
no vida
broto renascido
na selva verdejante dos nossos corações...
jorge bichuetti
Longe de ti, nada
é... tudo é rabisco:
o sol não clareia meu olhar,
a lua não incendeia a mi'a pele,
a vida não caminha... vegeta e
na lágrima expressa o corpo no
ocaso da paixão... flor despetalada
um fim
na cegueira -surda
da vida
longe do amor...
jorge bichuetti
ENTRE PEDRAS, FLORES...
segunda-feira, 26 de março de 2012
DIÁRIO DE BORDO: CAMINHOS DA VIDA: DA COVARDIA À DIGNIDADE DO COMPROMISSO SOCIAL
Jorge Bichuetti
Os álamos bailam na suavidade do vento... As rosas, com cachos que cobrem o canto do quintal, impregnam de perfume a manhã... Com cuidado, ando, observando o sonho tranquilo dos meus nômades passarinhos... Respiro o ar refrescante da manhã e já senti o frio matinal do outono... Cheiro de mato... Orvalho e céu com suas últimas estrelas... Quanta paz!...
Luinha, minha pequena, permanece com seu encargo de guardiã: cuida de mim...
Entre a visão das estrelas e a espera do sol, me pergunto:
Por que num mundo tão belo, vê tantas mazelas? Imagino a dor dos que desagasalhados suportam o frio e a solidão... Penso nos que estimagtizados sentem sempre na desvalia, com seus corpos mortificados pela marginalização...Recordo-me das tribos indígenas e dos quilombolas... Da noite sob o medo da violência de prostitutas e travestis...Quando miséria existencial!...
A dor na violência da exclusão; a dor no silêncio cúmplice dos que não se indignam diante das injustiças..
Aposentamos nossas armas; nublamos nossos sonhos... juntos naturalizamos nossa omissão, mergulhando nossas consciências nos pântanos da indignidade...
Muitos buscam, na poesia e na espiritualidade, na meditação e nos treinos de auto-controle da respiração, um pouco de serenidade...
Não desejo uma serenidade que seja silêncio e apatia... submissão e cumplicidade...
Quero uma serenidade que se dê no caminhos da luta... uma esperança ativa, indignada e rebelde que ouse sonhar e lutar...
O individualismo, que nega a lágrima alheia, é tão-só um narcisismo adornado...
Viver é mover-se pela vida... Viver é a imersão da nossa vida no oceano de lutas e sonhos da compaixão e da solidariedade...
Não escutam a ternura da aurora os que não sonham e lutam, rebelados pelas feridas que marcam com as chibatas da injustiça o coração da vida...
É mais fácil... fatalisticamente, dizer: eu nada posso fazer... Eis uma redoma dourada para a vida anulada nas teias da covardia...
Outros pensam, são tantos os problemas do mundo que me asfixiam como se sobre mim pesasse um monturo fétido e pustulento: triste sina, a vida encerrado no orgulho e paralisada na supervalorização da própria impotência...
Os passarinhos já cantam... Longe, cães ladram... A vida amanheceu...
E aqui nós...
Inicia-se um novo dia....
Nele, a vida novamente nos colocando numa encruzilhada...Diante da dor da opressão e das cicatrizes da exclusão, só podemos seguir por dois caminhos: um, o caminho submisso e passivo da covardia que racionaliza e nada faz... ou dois, o caminho da dignidade ativa que se sensibiliza com a dor, engaja e luta... tecendo na compaixão e na solidariedade... o novo mundo de ternura e paz..POESIA: NAS ASAS DO LUAR... FOGO E CENTELHAS...
NAS ASAS DO LUAR
Jorge Bichuetti
Nas asas do luar, voei...
Fui a loucura da paixão,
a voracidade antropofágica
e o sonho de um menino
que, na noite escura, media
seu medo nas miragens do nevoeiro
onde nasciam deuses e pagãos;
como se a vida fosse a magia
que domestica os monstros
e transforma a roda dos deuses
numa alegre ciranda
na ternura cósmica do útero,
do azul, do aconchego da imensidão...
Nas asas do luar, me vi trapezista
anihado na maciez etérea deu'a nuvem,
um corpo menino entre outros meninos,
todos na poesia estelar da vida que é bela
nos acordes enamoradas das cantigas de ninar,
nos suspiros trôpegos dos amores musicais...
A vida só triste no abismo peçonheto
das ruminações ejaculatórias da solidão...
O luar é caminho e rosário
dos que brincam de viver, tecendo,
no caminho, as luzes do alvorecer...
Jorge Bichuetti
Nas asas do luar, voei...
Fui a loucura da paixão,
a voracidade antropofágica
e o sonho de um menino
que, na noite escura, media
seu medo nas miragens do nevoeiro
onde nasciam deuses e pagãos;
como se a vida fosse a magia
que domestica os monstros
e transforma a roda dos deuses
numa alegre ciranda
na ternura cósmica do útero,
do azul, do aconchego da imensidão...
Nas asas do luar, me vi trapezista
anihado na maciez etérea deu'a nuvem,
um corpo menino entre outros meninos,
todos na poesia estelar da vida que é bela
nos acordes enamoradas das cantigas de ninar,
nos suspiros trôpegos dos amores musicais...
A vida só triste no abismo peçonheto
das ruminações ejaculatórias da solidão...
O luar é caminho e rosário
dos que brincam de viver, tecendo,
no caminho, as luzes do alvorecer...
MESTRES DO CAMINHO: SOBRE A SOLIDÃO; O CAMINHO DOS ENCONTROS...
REFLEXÕES:
- "Quem não souber povoar a sua solidão, também não conseguirá isolar-se entre a gente." Charles Baudelaire
- "Quem ouve música, sente a sua solidão / de repente povoada." Robert Browning
- "A consciência é uma pequena lanterna que a solidão acende à noite." Madame de Stael
- "Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante horas, é a isso que é preciso chegar. Estar só, como a criança está só." Rainer Rilke
- "Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia….” Friedrich Nietzsche
SOCIEDADE DE AMIGOS: UMA LOUCURA ESTELAR NA POESIA DE PAULO CECÍLIO...
ENSAIOS SOBRE A LOUCURA/ PARTE 1
Paulo Cecílio
palavras,
palavras são tijolos :
no inicio era apenas o verbo.
ah! se nesta hora estou!
diria: nenhum bebê sera condenado!
e espalharia brilhos e luzes tao explosivas
que mesmo quando a lingua dos homens
criasse a palavra escuridao, ela nada significaria...
metralhadoras sao palavras
que pousam pranchetas de generais
e irrompem de tinta sangue e chumbo
os passos de receptores virtuais distraídos
muito me angustia entrar em estado de escrita:
fico sem folego
minhas energias se dissipam
so de ver a sopa original o mar de palavras
que levitam rindo dos meus poucos dedos
sei que não posso dize-las todas
e engulo minha angustia,
como fazem os mortos.
o segredo é este:
mortos não existem porque desabitaram
o oceano das letras e se calaram talvez indignados
ou apenas cansados de tanta crueza
ou existem,
mas no mundo que está antes do verbo
e parece ser isto que nos fascina e assusta:
porque somos de lá. estivemos sempre lá. sabemos como é...
aquilo sim é eternidade : um lugar de palavra nenhuma
que faz gautama ficar sentado com seus dedos fechados
mandando tomar todos no cu até que alguem me esqueça
estou sorrindo agora sob a força das palavras
que brincam na meditação do mestre fazendo sons quaisquer
as palavras fazem o que querem:
dai que os mortos despacharam as palavras. ponto
palavras são tijolos :
no inicio era apenas o verbo.
ah! se nesta hora estou!
diria: nenhum bebê sera condenado!
e espalharia brilhos e luzes tao explosivas
que mesmo quando a lingua dos homens
criasse a palavra escuridao, ela nada significaria...
metralhadoras sao palavras
que pousam pranchetas de generais
e irrompem de tinta sangue e chumbo
os passos de receptores virtuais distraídos
muito me angustia entrar em estado de escrita:
fico sem folego
minhas energias se dissipam
so de ver a sopa original o mar de palavras
que levitam rindo dos meus poucos dedos
sei que não posso dize-las todas
e engulo minha angustia,
como fazem os mortos.
o segredo é este:
mortos não existem porque desabitaram
o oceano das letras e se calaram talvez indignados
ou apenas cansados de tanta crueza
ou existem,
mas no mundo que está antes do verbo
e parece ser isto que nos fascina e assusta:
porque somos de lá. estivemos sempre lá. sabemos como é...
aquilo sim é eternidade : um lugar de palavra nenhuma
que faz gautama ficar sentado com seus dedos fechados
mandando tomar todos no cu até que alguem me esqueça
estou sorrindo agora sob a força das palavras
que brincam na meditação do mestre fazendo sons quaisquer
as palavras fazem o que querem:
dai que os mortos despacharam as palavras. ponto
BONS ENCONTROS: A QUESTÃO DA TERRA... UM TEXTO DE FREI BETTO
por Frei Betto
Caiu mais um ministro, o do Desenvolvimento Agrário. Nomeado o novo: Pepe Vargas (PT-RS), que foi prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos e mantém boas relações com o MST.
A esperança é que a presidente Dilma Rousseff tenha dado o primeiro de três passos urgentes para o Brasil não ficar mal na foto do “concerto das nações”, como diria o Conselheiro Acácio. Os outros dois são o veto ao Código Florestal proposto pelo Senado e uma nova política ambiental e fundiária que prepare bem o país para acolher, em junho, a Rio+20.
A questão fundiária no Brasil é a nódoa maior da nação. Nunca tivemos reforma agrária. Ou melhor, uma única, cujo modelo o latifúndio insiste em preservar: quando a Coroa portuguesa dividiu nossas terras em capitanias hereditárias.
Desde 2008, o Brasil ultrapassou os EUA ao se tornar o campeão mundial de consumo de agrotóxicos. E, segundo a ONU, vem para o Brasil a maioria dos agrotóxicos proibidos em outros países. Aqui são utilizados para incrementar a produção de commodities.
Basta dizer que 50% desses “defensivos agrícolas” são aplicados na lavoura de soja, cuja produção é exportada como ração animal. E o mais grave: desde 1997 o governo concede desconto de 60% no ICMS dos agrotóxicos. E o SUS que aguente os efeitos... nos trabalhadores do campo e em todos nós que consumimos produtos envenenados.
Os agrotóxicos não apenas contaminam os alimentos. Também degradam o solo e prejudicam a biodiversidade. Afetam a qualidade do ar, da água e da terra. E tudo isso graças ao sinal verde dado por três ministérios, nos quais são analisados antes de chegarem ao mercado: Saúde, Meio Ambiente e Agricultura.
É uma falácia afirmar que os agrotóxicos contribuem para a segurança alimentar. O aumento do uso deles em nada fez decrescer a fome no mundo, como indicam as estatísticas.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenta manter o controle sobre a qualidade dos agrotóxicos e seus efeitos. Mas, quando são vetados, nem sempre consegue vencer as pressões da bancada ruralista sobre outros órgãos do governo e, especialmente, sobre o Judiciário.
A Cúpula Mundial do Meio Ambiente na África do Sul, em 2002, emitiu um documento em que afirma que a produção mundial de alimentos aumentou em volume e preço (devido ao uso de agrotóxicos e sementes transgênicas). À custa de devastação dos solos, contaminação e desperdício da água, destruição da biodiversidade, invasão de áreas ocupadas por comunidades tradicionais (indígenas, clãs, pequenos agricultores etc.). Fica patente, pois, que a chamada “revolução verde” fracassou.
Hoje, somos 7 bilhões de bocas no planeta. Em 2050, seremos 9 bilhões. Se medidas urgentes não forem tomadas, há de se agravar a sustentabilidade da produção agrícola.
Diante desse sinal amarelo, o documento recomenda: reduzir a degradação da terra; melhorar a conservação, alocação e manejo da água; proteger a biodiversidade; promover o uso sustentável das florestas; e ampliar as informações sobre os impactos das mudanças climáticas.
Quanto aos primeiro e terceiro itens, sobretudo, o Brasil marcha na contramão: cada vez mais se ampliam as áreas de produção extensiva para monocultivo, destruindo a biodiversidade, o que favorece a multiplicação de pragas. Como as pragas não encontram predadores naturais, o recurso é envenenar o solo e a água com agrotóxicos. E com frequência isso não dá resultado. No Ceará, uma grande plantação de abacaxi fracassou, malgrado o uso de 18 diferentes “defensivos agrícolas”.
Tomara que o ministro Pepe Vargas consiga estabelecer uma articulação interministerial para livrar o Brasil da condição de “casa da mãe Joana” das multinacionais da insustentabilidade e da degradação do nosso patrimônio ambiental. E acelere o assentamento das famílias sem-terra acampadas à beira de rodovias, bem como a expropriação, para efeito social, de terras ociosas e também daquelas que utilizam mão de obra escrava.
Governo é, por natureza, expressão da vontade popular. E a ela deve servir. O que significa manter interlocução permanente com os movimentos sociais interessados nas questões ambiental e fundiária, irmãs siamesas que não podem ser jamais separadas.
"Somente após a última árvore ser cortada.
Somente após o último rio ser envenenado.
Somente após o último peixe ser pescado.
Somente então, o homem descobrirá que dinheiro não pode ser comido"!!!
( Provérbio Indígena)
sexta-feira, 23 de março de 2012
RAUL SEIXAS - UMA METAMORFOSE TRNS-SIDERAL
No sertão, vi o trem
chegando entre partidas
asas penas
vida
encruzilhada
um amor enluarado
no poente
da vida...
jorge Bichuetti
ELE no meu eu
que se dilui num
Nós...
ELE na curva
do rio, ânsia
do mar...
ELE no luar
da paixão,
o cio...
ELE no silêncio
cantoria estelar
no oco
onde nascem as sementes
as flores... o vento... o fogo
germinação sideral...
jorge Bichuetti
minha normalidade
é a valsa dos deuses
que andarilhos enlouquecem
na beleza do delírio onde o céu
nasce no meio das pedrinhas miúdas que tecem o chão...
jorge Bichuetti
ENTRE PEDRAS, FLORES...
chegando entre partidas
asas penas
vida
encruzilhada
um amor enluarado
no poente
da vida...
jorge Bichuetti
ELE no meu eu
que se dilui num
Nós...
ELE na curva
do rio, ânsia
do mar...
ELE no luar
da paixão,
o cio...
ELE no silêncio
cantoria estelar
no oco
onde nascem as sementes
as flores... o vento... o fogo
germinação sideral...
jorge Bichuetti
minha normalidade
é a valsa dos deuses
que andarilhos enlouquecem
na beleza do delírio onde o céu
nasce no meio das pedrinhas miúdas que tecem o chão...
jorge Bichuetti
ENTRE PEDRAS, FLORES...
POESIA: ENTRE AMORES... O LUAR...
ENTRE AMORES
Jorge Bichuetti
Nunca encontrei uma explicação,
nunca vi lógica ou simetria, o amor
sempre aconteceu nas entrelinhas
dos olhares, na magia do luar,
no êxtase da vida numa explosão de carinho...
O amor é a alquimia da vida que germina e tece
floradas de ternura no entre fértil dos bons encontros...
O amor é a loucura... santificado pelos fluxos estelares
que semeiam no chão o infinito estrelado da imensidão...
CORPO ENLUARADO
Jorge Bichuetti
Um corpo pode... brilhar
tecer
amar
conhecer
inventar e inventar-se
alegrar e se alegrar...
um corpo pode enluarar-se
de paixão, êxtase, poesia, vida encantada, um
devir-se deuse e meninos na ciranda terna da
das flores e borboletas que assinam nas escrituas do tempo
a beleza e o esplendor das insurgentes primaveras...
Jorge Bichuetti
Nunca encontrei uma explicação,
nunca vi lógica ou simetria, o amor
sempre aconteceu nas entrelinhas
dos olhares, na magia do luar,
no êxtase da vida numa explosão de carinho...
O amor é a alquimia da vida que germina e tece
floradas de ternura no entre fértil dos bons encontros...
O amor é a loucura... santificado pelos fluxos estelares
que semeiam no chão o infinito estrelado da imensidão...
CORPO ENLUARADO
Jorge Bichuetti
Um corpo pode... brilhar
tecer
amar
conhecer
inventar e inventar-se
alegrar e se alegrar...
um corpo pode enluarar-se
de paixão, êxtase, poesia, vida encantada, um
devir-se deuse e meninos na ciranda terna da
das flores e borboletas que assinam nas escrituas do tempo
a beleza e o esplendor das insurgentes primaveras...
SOCIEDADE DE AMIGOS: A POESIA DE PAULO CECÍLIO - NO DESABROCHAR DA ROSA, A INSURGENTE HUMANIDADE...
A ROSA E O MINOTAURO
Paulo Cecílio
por um dia pousei uma rosa azul e meu bicho tremeu:
olhando-me nos olhos afastou-se de mim
e deixou-me apenas humano por um momento
pousado naquele caule ao vento
e esqueci que sou maldito
detiveram-se os ponteiros do relógios
tudo que havia era aquele perfume eterno
percebi que chegava a noite
apenas porque me saciei do teu orvalho.
pensam-me triste:
mas como, se rocei uma deusa
no aconchego do teu colo em flor?
quando voltou o lume vermelho
nos olhos do minotauro a me buscar,
não me importei:
havia silencio em minh'alma.
e calariam os malditos do mundo,
se por um segundo roubassem o mel da rosa que roubei...
por um dia pousei uma rosa azul e meu bicho tremeu:
olhando-me nos olhos afastou-se de mim
e deixou-me apenas humano por um momento
pousado naquele caule ao vento
e esqueci que sou maldito
detiveram-se os ponteiros do relógios
tudo que havia era aquele perfume eterno
percebi que chegava a noite
apenas porque me saciei do teu orvalho.
pensam-me triste:
mas como, se rocei uma deusa
no aconchego do teu colo em flor?
quando voltou o lume vermelho
nos olhos do minotauro a me buscar,
não me importei:
havia silencio em minh'alma.
e calariam os malditos do mundo,
se por um segundo roubassem o mel da rosa que roubei...
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