REFLEXÕES:
- “Dizem que o tempo muda as coisas, mas é você quem tem de mudá-las”
- "Todo dia é um novo dia...
Todo dia É um novo dia. Amanhã não é tão importante, ontem não foi tão importante."
- "Devia haver um curso no primeiro grau de amor."
- "Acho que possuir terra e não estragar a terra é a arte mais bonita que alguém jamais pode querer possuir"
ANDY WARHOL.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
7 DE SETEMBRO - O GRITO DOS EXCLUÍDOS
LOCAL - PRAÇA SANTA RITA, UBERABA, MG / BRASIL
8:00 - CONCENTRAÇÃO
9:00 - ATO PÚBLICO
11:00 - ATO ECUMÉNICO
O GRITO DOS EXCLUÍDOS...
LUTE... PARTICIPE... DIVULGUE...
A EXCLUSÃO É O SUSTENTÁCULO DA TIRANIA...
A OMISSÃO, CUMPLICIDADE NA ANEMIA DE UM POVO QUE NÃO SABE O QUE PODE A CAMINHADA DE LUTA QUANDO O EU SE CALA PARA QUE NA DIGNIDADE DA VIDA DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS GRITE UM NÓS...
"O SANGUE DA HUMANIDADE É SANGUE NOSSO" JUVENAL ARDUINI
8:00 - CONCENTRAÇÃO
9:00 - ATO PÚBLICO
11:00 - ATO ECUMÉNICO
O GRITO DOS EXCLUÍDOS...
LUTE... PARTICIPE... DIVULGUE...
A EXCLUSÃO É O SUSTENTÁCULO DA TIRANIA...
A OMISSÃO, CUMPLICIDADE NA ANEMIA DE UM POVO QUE NÃO SABE O QUE PODE A CAMINHADA DE LUTA QUANDO O EU SE CALA PARA QUE NA DIGNIDADE DA VIDA DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS GRITE UM NÓS...
"O SANGUE DA HUMANIDADE É SANGUE NOSSO" JUVENAL ARDUINI
DIÁRIO DE BORDO: HOMEM-TRAVESSIA...
Jorge Bichuetti
Há na vida imensa solidão quando nossa voz cala... Um imenso vazio quando nosso coração já não sonha...
Os abismos da angústia e da solidão não nascem da erosão gradativa dos nossos pântanos de lágrimas...
Nossa dor maior emerge da nossa incapacidade de caminhar... De caminhar, encontrando no coração do outro a angélica ternura que é ninho acolhedor, porto seguro...
Se o caminho é a alquimia da alegria, por que o tememos tanto?...
Tememos partir, seguir... abandonando nossa gruta.
Nossos preconceitos, nossas opiniões definitivas e inquestionáveis, nosso modo de viver repetitivo e cinzento é uma escura gruta que nos separa da vida-andarilha, da vida metamorfoseante... da vida que se encanta na poesia da mudança...
Tememos mudar... Tememos perder o ancoradouro das aprovações e triunfos do status quo.
O novo é o coração do horizonte azul que guarda consigo a magia da aurora...
Podemos mudar... O ser humano é capaz de fazer-se, desfazer-se e se refazer...
Somos Homens-travessia... Humanidade tecida no caminho...
É preciso audácia e coragem... Risco e aventura...
Urge superar nossa pequenez... nossa mediocridade...
Abrir-se para a vida é permitir descobrir-se naquilo que o outro nos ativa, nossos eus não-nascidos, que dormitam na nossa vidinha de homens comuns...
Podemos ousar... Amar e servir; compreender e perdoar...
Podemos ir adiante... Sonhar e transformar...
Muitos acreditam que o mundo é tão-somente a expressão dos rodopios viscerais da natureza...
Mas, somos divinos na nossa humanidade; humanos na nossa divindade...
Podemos criar... inventar... gerar novos modos de ser e sentir, de andar e amar...
Vivemos sob a a égide do individualismo... Somos narcísicos...
Com o narcisismo e o individualismos produzimos um mundo de miséria e guerra; dominação e exclusão...
Todavia, se abrimos nosso coração ao outro, o muro cai... e descobrimos o que pode a solidariedade e a ternura, a compaixão e o amor...
Saímos da gruta... Ganhamos asas... podemos, então, borboletear...
E, ai, a vida torna-se um jardim florido... o fora de nós, um infinito azul permeado pela beleza de um céu estrelado e das noites de luar...
Excluir a diferença é empobrecer o cotidiano, restringindo-o às normatizações inibitórias da opressão...
Incluir a diversidade é conectar-se com as potências ilimitadas da imensidão... é romper com o casulo da nossa desumanidade...
Ousemos viver a ética do Bem Comum... Ousemos voar nas asas da solidariedade...
Já dizia os velhos papiros da fé: "tudo passa, mas o amor fraternal permanecerá para sempre..."
E ressoa o Rosa, no Grandes Sertões: Veredas: " O diabo não existe. se existe, existe homem humano. Travessia..."
Há na vida imensa solidão quando nossa voz cala... Um imenso vazio quando nosso coração já não sonha...
Os abismos da angústia e da solidão não nascem da erosão gradativa dos nossos pântanos de lágrimas...
Nossa dor maior emerge da nossa incapacidade de caminhar... De caminhar, encontrando no coração do outro a angélica ternura que é ninho acolhedor, porto seguro...
Se o caminho é a alquimia da alegria, por que o tememos tanto?...
Tememos partir, seguir... abandonando nossa gruta.
Nossos preconceitos, nossas opiniões definitivas e inquestionáveis, nosso modo de viver repetitivo e cinzento é uma escura gruta que nos separa da vida-andarilha, da vida metamorfoseante... da vida que se encanta na poesia da mudança...
Tememos mudar... Tememos perder o ancoradouro das aprovações e triunfos do status quo.
O novo é o coração do horizonte azul que guarda consigo a magia da aurora...
Podemos mudar... O ser humano é capaz de fazer-se, desfazer-se e se refazer...
Somos Homens-travessia... Humanidade tecida no caminho...
É preciso audácia e coragem... Risco e aventura...
Urge superar nossa pequenez... nossa mediocridade...
Abrir-se para a vida é permitir descobrir-se naquilo que o outro nos ativa, nossos eus não-nascidos, que dormitam na nossa vidinha de homens comuns...
Podemos ousar... Amar e servir; compreender e perdoar...
Podemos ir adiante... Sonhar e transformar...
Muitos acreditam que o mundo é tão-somente a expressão dos rodopios viscerais da natureza...
Mas, somos divinos na nossa humanidade; humanos na nossa divindade...
Podemos criar... inventar... gerar novos modos de ser e sentir, de andar e amar...
Vivemos sob a a égide do individualismo... Somos narcísicos...
Com o narcisismo e o individualismos produzimos um mundo de miséria e guerra; dominação e exclusão...
Todavia, se abrimos nosso coração ao outro, o muro cai... e descobrimos o que pode a solidariedade e a ternura, a compaixão e o amor...
Saímos da gruta... Ganhamos asas... podemos, então, borboletear...
E, ai, a vida torna-se um jardim florido... o fora de nós, um infinito azul permeado pela beleza de um céu estrelado e das noites de luar...
Excluir a diferença é empobrecer o cotidiano, restringindo-o às normatizações inibitórias da opressão...
Incluir a diversidade é conectar-se com as potências ilimitadas da imensidão... é romper com o casulo da nossa desumanidade...
Ousemos viver a ética do Bem Comum... Ousemos voar nas asas da solidariedade...
Já dizia os velhos papiros da fé: "tudo passa, mas o amor fraternal permanecerá para sempre..."
E ressoa o Rosa, no Grandes Sertões: Veredas: " O diabo não existe. se existe, existe homem humano. Travessia..."
POESIA: ANJOS E FLORES; ESTIGMAS DO CAMINHO...
NA ENCRUZILLHADA
Jorge Bichuetti
Já me curvei à cruz; desesperado,
gritei exorcismos vãos. Eu e a vida
carregamos, peregrinos, a bússola
das certezas milenares que o vento quebrou...
Na encruzilhada, entre o sim e o não,
eu... só queria poder abrigar no peito
um fio azul da ternura que há na imensidão...
UM ANJO
Jorge Bichuetti
No céu estrelado, pensei
encontrar um anjo, todo meu;
um anjo de asas robustas e voz de passarinho...
Orando vi a vida no avesso,
nua e verdadeira, feito ninho;
e, nela, meu anjo imortal era e é
o robusto e a maciez de um ombro,
um ombro amigo que nas curvas do caminho
é próprio o deus menino... entre pipas, bolhas-de-sabão
e um universo azul na ternura que lhe colore o coração...
Jorge Bichuetti
Já me curvei à cruz; desesperado,
gritei exorcismos vãos. Eu e a vida
carregamos, peregrinos, a bússola
das certezas milenares que o vento quebrou...
Na encruzilhada, entre o sim e o não,
eu... só queria poder abrigar no peito
um fio azul da ternura que há na imensidão...
UM ANJO
Jorge Bichuetti
No céu estrelado, pensei
encontrar um anjo, todo meu;
um anjo de asas robustas e voz de passarinho...
Orando vi a vida no avesso,
nua e verdadeira, feito ninho;
e, nela, meu anjo imortal era e é
o robusto e a maciez de um ombro,
um ombro amigo que nas curvas do caminho
é próprio o deus menino... entre pipas, bolhas-de-sabão
e um universo azul na ternura que lhe colore o coração...
MESTRES DO CAMINHO: OS LÍRIOS NO CAMPO NA POÉTICA DAS LIÇÕES DE ÉRCO VERÍSSIMO
REFLEXÕES:
- "O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença..."
- "Gota de orvalho
na coroa dum lírio:
Jóia do tempo."
- "A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos."
- "Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento."
ÉRICO VERÍSSIMO
- "O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença..."
- "Gota de orvalho
na coroa dum lírio:
Jóia do tempo."
- "A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos."
- "Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento."
ÉRICO VERÍSSIMO
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
POESIA: ANTES DO ALVORCER
ANTES DO ALVORECER
Jorge Bichuetti
NUNCA ESQUECI
Jorge Bichuetti
do perene e indomável... amor.
Jorge Bichuetti
Antes do alvorecer, quero
a Lua... pingando mel; ela, flor,
enraízada no nosso abraço...
Eu quero a Lua eternizando nosso amor...
Um dia, partiremos... ora, risos... ora, lágrimas...
Seremos um canto, um lamento da própria saudade;
mas, a Lua, não... Ela brilhará na nostalgia da vida,
da vida quebrada no mingüante desgaste dos deseganos,
nos crescentes anseios de liberdade... no azul ensolarado da estrada...
Só ela, nenhum de nós... Só ela saberá a verdade do amor
que era poesia na relva com nossos corpos inundados de sonhos
entre flores e o sereno, vapores da madrugada...volatizados na romaria
dos dias cinzentos... da vida comum... das nossas vidas trituradas...
Eu quero Lua como quem deseja u'a foto
para guardar nos escaninhos da memória,
entre papéis rabiscados e notas fiscais, u'a foto
da vida que sabia do céu... longe, das quimeras dos cartórios e jornais...NUNCA ESQUECI
Jorge Bichuetti
Nunca esqueci
o teu cheiro
o teu gosto
os teus sonhos...
Se esqueci, esqueci
das asas do desejo;
elas voaram... longe
de mim...deixando-me
perdido na terra molhada
onde semeamos o nosso amor...
Terra, agora, deserta...com flores
que não encontram os teus cabelos,
nem descobrem por onde andam as nossas mãos...
Nosso amor é, assim, tão-somente, um oásis efêmero
no sepulcro das tristes eternidades... u'a flor cheirosa
no buraco negro da nossa solidão infinita... um adeus
ecoando no vazio da estrada... num canto esquecido
entre a volaticidade do desejo e longinqüo horizonte do perene e indomável... amor.
domingo, 2 de setembro de 2012
MESTRES DO CAMINHO: A SABEDORIA DE ADELIA PRADO
REFLEXÕES:
- "Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento."
- "O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível."
- "O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre."
ADÉLIA PRADO
- "Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento."
- "O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível."
- "O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre."
ADÉLIA PRADO
SOCIEDADE DE AMIGOS: O LUAR E AS PAIXÕES; A POÉTICA DE JOSIANE SOUZA
POÉTICA DE
UM LOBO
Josiane Souza
Prematura entre as linhas do crepúsculo,
Que débil, ainda costura com fios de ouro,
A roupagem imódica dos céus.
Ela surge arrepiando os pelos da noite.
Envergando as tripas penumbrosas da cidade,
E refletindo o amarelo rajado dos olhos espantosos dos gatos,
Que riscam a rua como a escuridão rabisca o espaço.
Ela transborda o horizonte engolindo o próprio céu.
Rasga as peles ventando garras na espinha,
E bafeja no sangue da superfície os teus ruídos negros.
Feiticeira da Noite...
Sussurra feitiços nas entranhas dos homens,
Colore com poções quiméricas as pétalas das flores,
E arranha o mistério nos corpos dos animais.
Noiva da Noite...
Enlaça teu véu na dança da existência,
Beijando o silêncio que é teu segredo,
No altar sagrado do Cosmos.
Oh, Lua Cheia...
Me enlouquece os sentidos,
Deriva minh'alma,
Que para você minha escrita é um uivo.
Prematura entre as linhas do crepúsculo,
Que débil, ainda costura com fios de ouro,
A roupagem imódica dos céus.
Ela surge arrepiando os pelos da noite.
Envergando as tripas penumbrosas da cidade,
E refletindo o amarelo rajado dos olhos espantosos dos gatos,
Que riscam a rua como a escuridão rabisca o espaço.
Ela transborda o horizonte engolindo o próprio céu.
Rasga as peles ventando garras na espinha,
E bafeja no sangue da superfície os teus ruídos negros.
Feiticeira da Noite...
Sussurra feitiços nas entranhas dos homens,
Colore com poções quiméricas as pétalas das flores,
E arranha o mistério nos corpos dos animais.
Noiva da Noite...
Enlaça teu véu na dança da existência,
Beijando o silêncio que é teu segredo,
No altar sagrado do Cosmos.
Oh, Lua Cheia...
Me enlouquece os sentidos,
Deriva minh'alma,
Que para você minha escrita é um uivo.
BONS ENCONTROS: A POESIA TRANSCENDENTAL DE ADELIA PRADO
POESIAS DE ADELIA PRADO:
AMOR FEINHO
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
A Serenata
Uma noite de lua pálida e gerânios
ele virá com a boca e mão incríveis
tocar flauta no jardin.
Estou no começo do meu dessespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela,se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
AMOR FEINHO
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
A Serenata
Uma noite de lua pálida e gerânios
ele virá com a boca e mão incríveis
tocar flauta no jardin.
Estou no começo do meu dessespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela,se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
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