Sonhar.
Impossível é viver
sem flores
sem amores
sem louvores...
Sonhar o impossível
é parir, na noite,
a aurora de alegria
o passo além do abismo
o fim da escuridão....
Sonhar é viver
no caminho
com os sonhos
brotando
nos poros do coração...
jorge bichuetti
Tons
dons
Rosas Geraes;
um mundo Brasis
de serras e currais...
amor-flor: liberdade,
nunca tardia;
aurora
caminhos quintais...
um país da amizade,
mocidade alegria
em tempo
sem capataiz...
na esquina, o beijo
no vento, os sonhos
passarinhos e roseiras
no poder - u'a canção,
paixão minas inventam
solidários madrigais...
jorge bichuetti
entre pedras, flores...
a hora é de ousar...
Amigos,
a Comisão da Verdade foi aprovada... Vitória parcial, ela chegou limitada... Ousemos...
Criemos em cada cidade e estado grupos de trabalho que busquem dar vida à vida...
Ousemos... Busquemos reescrever a nossa história e no caminho da luta, não temamos pedir justiça...
Por nossos mártires... que deram suas vidas... pelos torturados, desaparecidos e assassinados, busquemos a verdade...
Direitos humanos, sim; tortura nunca mais!!!
PAI NOSSO REVOLUCIONÁRIO, PARCEIRO DOS POBRES, DEUS DOS ORPIMIDOS : AMÉM, AXÉ...
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
DIÁRIO DE BORDO: INDIGNAÇÃO E ESPERANÇA
Jorge Bichuetti
No fundo meu quintal, a roseira em festa com os passarinhos, é encanto e magia... Até os álamos andam enamorados da vida... Ali, vi o belo e o singelo... Não pude olhar para a Luinha e não pensar que o nosso mundo é muito diferente da vida de simplicidade do nosso quintal... Instintivamente, a abracei como se desejasse protegê-la...
Agora, escrevendo e recordando a paz do meu quintal, logo, percebi que n´´os, a humanidade, andamos acomodados e submissos. Falta-nos indignação...
O individualismo narcísico tem nos deformado e vemos a destruição e já não nos indignamos... Acostumamos a uma harmonia falsa. Uma paz egocêntrica... Se nossa vida anda suave e tranquila, fechamos nossos olhos e nada vemos... Tudo parece correto e justificável... Congelamos nossas consciências; concretamos nossos corações...
Nosso comodismo é um disfarce para nossa covardia e nosso descompromisso social.
A vida é uma produção no entre... somos sociais... e nele, nos subjetivamos, gerando nosso equilíbrio ou desequilíbrio íntimo.
Não percebemos, de imediato, mas afetamos e somos afetados...
Assim, nosso psiquismo sente e ressente, ecoando as realidades negadas pela nossa consciência adormecida.
É hora de rebeldia; é impossível, ser ético sem indignar-se...
E a covardia anula nossa potência guerreira, debilitando-nos nas lutas cotidianas...
Ante a injustiça social, não há saúde mental, fora dos caminhos inovadores da indignação guerreira que nos leva a ativar a esperança... força renovadora e vitalizante.
Como não se indignar quando os poderosos orquestram um genocídio, com a usina Belo Monte?
Como não se indignar, quando a juventude persiste vítima das tropas truculentas?...
Código Florestal, a não aprovação do PL 122/06, o abandono do povo da rua... Guerras... Mortes violentas... Carência no aparato de cuidado...
A dor e as chagas dos oprimidos nos questionam, diariamente...
O fascismo vem se capilarizando e forjando no interstício do socius cruéis mecanismos de exclusão...
A mídia formata a legalidade das forças destrutivas e introjetam, em cada um de nós, um ideal alienante e inacessível...
Democracia, de fato, é cidadania é cidadania é inclusão ativa com gerência popular...
É preciso resgatar nossa capacidade de sonhar... O sonho é a a indignação que desbrava horizontes de esperança...
O mundo gira e se transforma...
Um dia, nos entristeceremos, por perceber que também somos opressores e criminosos... pois passamos a vida vegetando no abismo da omissão.POESIA: ALI, ONDE O PASSA O RIO...
ALI, ONDE PASSA O RIO...
Jorge Bichuetti
Ali, onde passa o rio
a vida nasce e morre
com a ternura do luar
que na noite, dá sonhos
para que o sol venha e possa
germinar e sorrir, entre
cantigas e rezas, gente
brotada do chão...
Mas, ali... erguerão um muro
de aço, ferro e concreto,
só pelo gosto de ver
a aridez do deserto...
Ali, só a morte irá rondar...
E eu que brotei na margem do rio,
já não serei gente brotada do chão...
Ali, onde passa o rio
passarão minhas lágrimas,
entre o soluço da saudade
e o desepero dos pássaros
que chorarão meu peito murcho,
meu concretado coração...
Belo é o rio que passa
florindo o verde e a vida,
com sonhos de paz e paixão...
XINGU VIVO
Jorge Bichuetti
Um índio não vê no rio
a eletricidade virtual,
nem dividendos futuros...
Um índio vê na vida
o rio, os passarinhos e a mata,
a vida bela e encantada,
nas floradas de Tupã...
O rio é sua casa,
a mata é seu lar...
Ele é assim... vida
de sonhos, corpo de amar...
xingu, terra verde
Jorge Bichuetti
Ali, onde passa o rio
a vida nasce e morre
com a ternura do luar
que na noite, dá sonhos
para que o sol venha e possa
germinar e sorrir, entre
cantigas e rezas, gente
brotada do chão...
Mas, ali... erguerão um muro
de aço, ferro e concreto,
só pelo gosto de ver
a aridez do deserto...
Ali, só a morte irá rondar...
E eu que brotei na margem do rio,
já não serei gente brotada do chão...
Ali, onde passa o rio
passarão minhas lágrimas,
entre o soluço da saudade
e o desepero dos pássaros
que chorarão meu peito murcho,
meu concretado coração...
Belo é o rio que passa
florindo o verde e a vida,
com sonhos de paz e paixão...
XINGU VIVO
Jorge Bichuetti
Um índio não vê no rio
a eletricidade virtual,
nem dividendos futuros...
Um índio vê na vida
o rio, os passarinhos e a mata,
a vida bela e encantada,
nas floradas de Tupã...
O rio é sua casa,
a mata é seu lar...
Ele é assim... vida
de sonhos, corpo de amar...
xingu, terra verde
com riacho, festa e deuses:
tempo de alegrar-se...
SOCIEDADE DE AMIGOS: A VIDA HUMANA NA TERNURA DA POESIA DE ANNE M MOOR
FORÇAS OUTRAS
Anne M Moor
Esperança e força
Se unem em um fazer
Equilibrado e sensato
De soluções difíceis.
Paz de espírito
Se alcança em um fazer
Certeiro e justo
De conquistas maduras.
DO BLOG: http://annelife-living.blogspot.com/
Anne M Moor
Esperança e força
Se unem em um fazer
Equilibrado e sensato
De soluções difíceis.
Paz de espírito
Se alcança em um fazer
Certeiro e justo
De conquistas maduras.
DO BLOG: http://annelife-living.blogspot.com/
BONS ENCONTROS: QUEM SOMOS NÓS???... BOFF E O SER HUMANO
Que é o ser humano?
Leonardo Boff
Quem somos nós? Cada cultura, cada saber e cada pessoa procura dar-lhe uma resposta. A maioria das compreensões são insulares, reféns de certo tipo de visão. No entanto, as contribuições das ciências da Terra, englobadas pela teoria da evolução ampliada, nos trouxeram visões complexas e totalizadoras, inserindo-nos como um momento do processo global, físico, biológico e cultural. Mas elas não fizeram calar a pergunta, antes,a radicalizaram.
Quem somos, afinal? O ser humano é uma manifestação do estado de energia de fundo,donde tudo provém(vácuo quântico),um ser cósmico, parte de um universo entre outros paralelos, articulado em nove dimensões (teoria das cordas), formado pelos mesmos elementos físico-químicos e pelas mesmas energias que compõem todos os seres, habitante de uma galáxia, uma entre duzentas bilhões, dependendo do Sol, estrela de quinta categoria, uma entre outras trezentas bilhões, situada a 27 mil anos luz do centro da Via-Lactea, perto do braço interior da aspiral de Órion, morando num planeta minúsculo, a Terra. Somos um elo da corrente única da vida, um animal do ramo dos vertebrados, sexuado, da classe dos mamíferos, da ordem dos primatas, da família dos hominidas, do gênero homo, da espécie sapiens/demens, dotado de um corpo de 30 bilhões de células, continuamente renovado por um sistema genético que se formou ao largo de 3,8 bilhões de anos, portador de três níveis de cérebro com dez a cem bilhões de neurônios, o reptiliano, surgido há 200 milhões de anos, ao redor do qual se formou o cérebro límbico, há 125 milhões de anos, e por fim completado pelo cérebro neo-cortical surgido há cerca de 3 milhões de anos, com o qual organizamos conceptualmente o mundo, portador da psiqué com a mesma ancestralidade do corpo, que lhe permite ser sujeito, psiqué estruturada ao redor do desejo, de arquétipos ancestrais e de todo tipo de emoções e coroado pelo o espírito que é aquele momento da consciência pelo qual se sente parte de um todo, que o faz sempre aberto ao outro e ao infinito, capaz de criar e captar significados e valores e se indagar sobre o sentido derradeiro do Todo, hoje em sua fase planetária, rumo à noosfera pela qual mentes e corações convergirão numa humanidade unificada.
Ninguém melhor que Pascal (+1662)para expressar o ser complexo que somos: "Que é o ser humano na natureza? Um nada diante do infinito, e um tudo diante do nada, um elo entre o nada e o tudo, mas incapaz de ver o nada de onde é tirado e o infinito para onde é engulido". Nele se cruzam os três infinitos: o infinitamente pequeno, o infinitamente grande e o infinitamente complexo (Chardin). Sendo isso tudo, sentimo-nos incompletos e ainda nascendo. Estamos sempre na pré-história de nós mesmos. E apesar disso experimentamos que somos um projeto infinito que reclama seu objeto adequado, também infinito, chamado Deus.
E somos mortais. Custa-nos acolher a morte dentro da vida e a dramaticidade do destino humano. Pelo amor, pela arte e pela fé pressentimos que há algo que vai além da morte. E suspeitamos que no balanço final das coisas, um pequeno gesto de amor verdadeiro que tivermos feito vale mais que toda a matéria e a energia do universo juntas. Por isso,só tem sentido falar, crer e esperar em Deus se Ele for sentido como prolongamento do amor, na forma do infinitoMESTRES DO CAMINHO: LIÇÕES DE SUAVIDADE E VIDA; MANOEL DE BARROS
REFLEXÕES:
- "Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando."
- "Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito. "
- "Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.
E me encantei."
- "Tentei descobrir na alma alguma coisa mais profunda do que não saber nada sobre as coisas profundas.
Consegui não descobrir. "
MANOEL DE BARROS
- "Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando."
- "Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito. "
- "Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.
E me encantei."
- "Tentei descobrir na alma alguma coisa mais profunda do que não saber nada sobre as coisas profundas.
Consegui não descobrir. "
MANOEL DE BARROS
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
SOBRE A POTÊNCIA DO AMOR
Jorge Bichuetti
***
Amar é dar-se, sem perder a capacidade de autogovernância...
***
Para se dar, permanecendo livre, o vínculo necessita ser marcado pela ternura e pela compaixão... numa ética onde o cuidar de si se mescla com o cuidar do outro.
***
Uma lágrima que cai, inquieta e desarmoniza o universo...
***
Uma flor semeado no coração do outro reaticula as estrelas e canta no infinito o que pode o amor...
O amor é um vínculo que se alimenta da alegria e que revela-se na superação... das dores, obstáculos, desencontros. Se acaba, é flor que murcha; secura, aridez e desencanto... Revitalizada, novas flores, cachos de carinho e aconchego...Não se pode mar sob o signo da tristeza. A tristeza nasce do desamor e da asfixia.... O amor exige adubação e cultivo, produção partilhada, primavera tecida nas carícias do encontro... Deserto é desvinculação, amor mumificado - vida no cruzamento entre encolhimento e o adeus...
***
Toda triângulo amoroso é um jeito de não estar só... antes do germinar das floradas do amor. É um eu temeroso do nós... E u'a simbiose retraída... ante a potência da expansão que nasce do amor que fecunda a vida e e faz florescência inventiva e criativa, um mundo para além do ego.
***
Toda mágoa é um amor ruminante... Um bloqueio. Uma ausência de percepção de que para além dos limites do ontem há um ilimitado porvir...
***
Amar não é possuir... A posse retoma o desamor da exclusão, e dá espaço as tramas da dominação... Toda verticalidade inibe as forças livres do amor...***
Amar é dar-se, sem perder a capacidade de autogovernância...
***
Para se dar, permanecendo livre, o vínculo necessita ser marcado pela ternura e pela compaixão... numa ética onde o cuidar de si se mescla com o cuidar do outro.
***
Uma lágrima que cai, inquieta e desarmoniza o universo...
***
Uma flor semeado no coração do outro reaticula as estrelas e canta no infinito o que pode o amor...
ALEGRIA E TRISTEZA - AO SOM DE VINICIUS...
a alegria
floresce e logo
passa.. na avenida
u'a flor
u'a agonia
ela é o avesso da tristeza
cujo reverso é beleza
na esperança que brota com certeza
quando o amor é u'a devoção...
um flor
felicidade no ramo,
se mil pétalas no chão,
u'a solidão entre mil
sins e nãos...
amar é florescer
no entre
corpos desejos
sonhos
ondas do alvorecer...
jorge bichuetti
quem
não sorriu nem chorou,
passou...
não meugulhou
no oceano vital -
onde u'a lágrima fecunda
amores e ilusões...
jorge bichuetti
ENTRE PEDRAS, FLORES...
ENTRE ESPINHOS, SONHOS....
A VIDA VOA NAS ASAS DA LIBERDADE!!!
floresce e logo
passa.. na avenida
u'a flor
u'a agonia
ela é o avesso da tristeza
cujo reverso é beleza
na esperança que brota com certeza
quando o amor é u'a devoção...
o samba é amor é oração
filigramas da paixão...
o amor é u'a canção
no altar do coração...
jorge bichuetti
um flor
felicidade no ramo,
se mil pétalas no chão,
u'a solidão entre mil
sins e nãos...
amar é florescer
no entre
corpos desejos
sonhos
ondas do alvorecer...
jorge bichuetti
quem
não sorriu nem chorou,
passou...
não meugulhou
no oceano vital -
onde u'a lágrima fecunda
amores e ilusões...
jorge bichuetti
ENTRE PEDRAS, FLORES...
ENTRE ESPINHOS, SONHOS....
A VIDA VOA NAS ASAS DA LIBERDADE!!!
DIÁRIO DE BORDO: O ENIGMA DA INOVAÇÃO; O SOL NASCERÁ...
Jorge Bichuetti
Com saudade, eu aqui estou... Não que o blog Utopia Ativa seja um vício; mas é que ele me dá amigos e voos, me recorda meus valores e me aproxima da minha gente, meus amores...
No quintal, há festa... minha volta parece que foi acolhido pela mãe natureza... Eu bem sei que é o meu coração que está alegre, cheio de coragem e esperança... Assim, consigo sentir a vida... A vida é travessa e rebelde, insurgente e inovadora...
Os passarinhos cantam... Os álamos bailam, revelando-me que não impossível "tomar o céu de assalto"...
O verde e as rosas no singelo poético da beleza comum me ensinam os en-cantos de u'a vida de simplicidade...
Entre a admiração e a alegria, concluo que muito pode a ternura...
Vejo minha vida, a vida da humanidade... me inquieto. Me ocorre que somos duros, repetitivos, cheios de nos e bloqueios... Indaga, silencioso: por que nos custa tanto mudar?...
Miro a imensidão e nela, a vida metamorfoseante...
Muitas vezes, não nos suportamos. Estamos cansados do que somos...
Outras vezes, sentimos saudade... saudade do que ainda não ousamos ser e viver...
Cheio de angústias, permanecemos evitando o novo, mesmo quando já notamos, no mundo e em nós, a falência do velho modo de ser e estar...
O mundo e a vida clama por mudanças...
O nosso coração, idem... desejo novos caminhos, novos sonhos... um novo horizonte.
Ousar buscar, semear e cultivar uma vida de alegria pede ousadia, espírito guerreiro... desapego.
Somos conservadores no medo e no apego... Tememos, inclusive, não saber viver sem nossas tristezas e limitações...
Falta-nos a audácia aventureira... O nomadismo que encanta pela novidade... pela experimentação do inédito...
Desistimos de voar, afirmando que nossos pés moram na poeira ilusória do chão ressecado.
Tecer asas... Sonhar... é apaixonar-se pela aurora... desapegando-se das lágrimas que pesam, impedindo-nos de voar...
Voar, borboletear... é ir pelo caminho, aberto e livre, dando-se às inovações que nos possibilitarão tecer, na estrada, a leveza e a suavidade, um novo existir...
Reinventar uma vida não é prodígio miraculoso; é caminho da própria vida que fenece se estagnada...
Onde enxergamos problemas e obstáculos, existem chamados da vida que pulsa e brilha no sonho de se ver, reinventada.
O apego é o medo de não sobreviver, longe do ninho...
O desapego e o reconhecimento de que o nosso próprio coração é um aconchegante cálido ninho...
Quem escuta seu próprio coração não teme o novo... Voa, e pousa... Navega, e se ancora no cais...
Nosso coração é ninho e cais da vida reinventado que se revigora com novas alegrias, novos sentidos...
Não temamos as inovações; para a vida e para o mundo, a maior dor é a falta de sentido... Superemos a vida cinzenta e o nosso coração cantará o canto de esperança e paz que dá cor e viço à aurora...POESIA: SUSSURROS DO VENTO
SERENO
Jorge Bichuetti
Sussurra sereno
versos e prosas;
assim, é vento -
u'a voz no silêncio...
O vento assobia
e eu o escuto,
nunca sabendo:
se fala comigo
ou se traduz,
docemente,
os sonhos acordados
pela m'ia meninice
que travessa oculta-se
no meu peito envelhicido...
O vento acorda
os sonhos da gente;
o vento acorda
nossos eus adormecidos...
VENTANIA
Jorge Bichuetti
Ruge o tempo,
canta a chuva...
O céu nublado
com clarões
e rajadas... é
a vida entre
o ontem que partiu,
antes do porvir chegar...
Na ventania, folhas
secas se vão e o
chão espera as flores
que nascerão, mas
que não foram
semeadas...
A ventania dobra
a curva do destino...
Jorge Bichuetti
Sussurra sereno
versos e prosas;
assim, é vento -
u'a voz no silêncio...
O vento assobia
e eu o escuto,
nunca sabendo:
se fala comigo
ou se traduz,
docemente,
os sonhos acordados
pela m'ia meninice
que travessa oculta-se
no meu peito envelhicido...
O vento acorda
os sonhos da gente;
o vento acorda
nossos eus adormecidos...
VENTANIA
Jorge Bichuetti
Ruge o tempo,
canta a chuva...
O céu nublado
com clarões
e rajadas... é
a vida entre
o ontem que partiu,
antes do porvir chegar...
Na ventania, folhas
secas se vão e o
chão espera as flores
que nascerão, mas
que não foram
semeadas...
A ventania dobra
a curva do destino...
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