sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MESTRES DO CAMINHO: SOBRE A LIBERDADE

            REFLEXÕES:


- "A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida." Miguel Cervantes

- "Um homem não pode ser mais homem do que os outros, porque a liberdade é semelhantemente infinita em cada um." Jean-Paul Sartre




sexta-feira, 27 de julho de 2012

HÁ ENTRE A POESIA E O SAMBA, UM VÍNCULO: SÃO FLORAÇÕES DA ALEGRIA; RESISTÊNCIA PELA VIDA.... NO SONHO DE UM NOVO DIA..

Alegria, flor que dá
luz e caminho, um ninho
no arvoredo da paixão...


A lágrima fica no espinho,
quando chega o amor, a vida
se dá entre o mar e novos luares..


                                jorge bichuetti


no canto, é alegria;
o samba é a poesia
de um povo que crê
na liberdade, na luta:
é raça, 
cumplicidade da estrela d'alva 
com os raios de um novo dia...


                        jorge bichuetti



ENTRE PEDRAS, FLORES...


DIÁRIO DE BORDO: UM ETERNO APRENDIZ...

                               Jorge Bichuetti

Noite alta... Os álamos bailam, valsando com o tempo... O vento que arrepia minha pele, perfuma... A roseira com seus cachos, o limoeiro com seus sonhos de samba e caipirinha; a romã com promessas de amor... Meu quintal é mi'a Igreja: fé na vida, esperança no caminho, escola de humanidade...
O sono, entre dores e inquietações de malabarista, se foi... Ficaram os Sonhos, ficou Luinha... Carinhosa, deita-se no meu ombro... Juntos espiamos a noite, o luar e as estrelas... Tudo é tão belo... As próprias nuvens discretas parecem leitos siderais...
O meu café quente, me abraça por dentro, e por fora, me dá saudades...
A saudade é a voz do coração que presentifica o passado... o que partiu, ficando. E dá presença aos que distantes nunca se ausentam...
O silêncio é a poesia escrita pelo infinito no coração que sonha...
Entre suspiros, palavras... escritos na pele... desenhadas na alma.
A poesia é a vida que rompendo o silêncio dá voz as cantigas do infinito... as que cantadas, foram esquecidas... e as que estão por nascerem...
No silêncio, entre poesias e canções, vendo que viver é recomeçar... não tenho dúvidas: a utopia não é uma miragem, uma ilusão... È ânsia da vida... da vida parideira... vida metamorfoseante... vida que se deseja realizar no balançar das mudanças...
Quieto, atencioso... o universo desnuda meu analfabetismo: nos tiraram a audácia de escrever no caminho, lutando... o amanhã, a aurora, o despertar...
No além-mar, uma pérola numa concha nos sussurra a visceralidade cósmica das pulsações da nossa própria humanidade...Com paus e pedras, constato, vendo o poder das florescências que insurgentes nos chamam para o salto... Um salto vitalizante, inovador... criativo e germinativo: há u'a humanidade de suavidade e paz, dentro de nós, esperando inquieta, pois deseja ser parida para aniquilar as desumanidades...
Aprendo, sempre... Não falo do que sei... sei tão pouco... Eu grito o canto da vida que rebelde e insurgente é ternura e compaixão, contida e negada pelos canhões de ferro e de palavras, que vão impedindo-a de ser parida... E, assim, seguimos... desligados do pedido da vida que nos quer hoje como ventre do amanhã.
"Não é preciso conquistar o mundo. Basta fazê-lo novo. Hoje. Nós. " Subcomandante insurgente do EZLN.


POESIA: NO CÉU, U'A REVOADA DE ESTRELAS...

                  ALÉM
                        Jorge Bichuetti


Não sei, ao certo, o que
faz o horizonte pulsar, cantar e bailar;
mergulhado na poeira do mundo, pouco sei
das magias e travesuras que moram além
do que vê e sente as batidas trôpegas
do meu pobre e solitário coração...


Não sei... Nada sei do além...


Somente, ajoelho-me ante 
a revoada de estrelas que dão vida
a miserável vida dos becos esquecidos...
Nela, eu vejo a ternura dos abraços
que agigantam os pequenos no carinho
das mãos macias dos anônimos deuses...


                            UM ANJO
                               Jorge Bichuetti


Há um anjo no coração
das flores, dos passarinhos e das canções...
Um anjo azul... 
de sonhos que voam além dos abismos.


Há um anjo nas tuas mãos 
que com ternura e carinho me adormece;
para que eu... possa estar co'o coração no azul
do céu... 
pintando miragens das alegrias saltitantes
que ainda nem mesmo nasceram...


SOCIEDADE DE AMIGOS: A POESIA DE CONCHA ROUSIA; TRANSVERSAL CÓSMICA DA HUMANIDADE ERRANTE E ALADA...

Perdão

    Concha Rousia

De quantas formas
se pode não pedir
perdão? ....

As outras todas

as restantes,
quero usá-las
esta noite...


FONTE: republicadarousia.blogspot.com

BONS ENCONTROS: EN-CANTOS DAS GERAES, O VENTO VALSA DISTRAÍDO NO TEMPO..

ELOMAR;  ARRUMAÇÃO...


Vida agreste       cáctus e
                  canção
da semente...      no pilão.


                                  jorge Bichuetti


GRUPO CORPO; SANTAGUSTIN


Noite entre corpos;
paixão e fluxos faíscantes -
na travesa, a vida... um voo
no azul do horizonte; estrelas -
         ponteiam abismos e re-cantos siderais...


                              jorge bichuetti


MILTON NASCIMENTO; CAIS...

Cais e ninho, 
      voo
pelo  mundo
    Geraes;
montes e cachoeiras
    na soleira do quarto
          numa flor, o amor -
mina cristalina, saliva de mel...


            jorge bichuetti
.


Nietzsche afirmava que não se vence o diabo com palavras; mas, sim, com riso, música e dança...


MESTRES DO CAMINHO: TAGORE; A SERENIDADE NA POESIA QUE CANTA O VENTO...

                   REFLEXÕES:

- "O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio."

- "Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes, e então saberás que eu me feri e também me curei."


- "Que é isto que aperta meu peito?
Minha alma quer sair para o infinito ou a alma do mundo quer entrar em meu coração?"


               TAGORE


SOCIEDADE DE AMIGOS: O POESIAR DA BORBOLETA SIDERAL JOSIANE SOUZA

 POESIAS DE JOSIANE SOUZA

SECREÇÃO

 

Espremidos pela noite que nos desemboca nas fissuras eternas do universo,
Apalpando com os fios de cabelo as assombrações do inverno,
Queimamos na fogueira dos desejos nossos sonetos frios e sonâmbulos,
E através da fumaça dos sonhos, alcançamos nas epidermes incendiadas
O encontro flutuante das almas enigmáticas.
Desvelado o cardume do que agora escorre de nós,
Permeio o bálsamo fresco que com a língua capturamos,
Garatuja o vento que nos arranha os pensamentos.
Rasteja o temor que nos envenena os corpos mordidos,
E a noite, então, passa a ser apenas um lençol escuro,
Sobre o qual adormecem nossas ardências soturnas, 
E nossos tropeços perdidos.


O espesso véu de neblina que se estende sobre a rua e as coisas,
que não vejo.
Encobre os passos dos pensamentos que soturnos correm,
e não escuto.
As sombras das casas desenham nas calçadas os submundos,
que não sinto.
Enlaça com a neblina a fragrância dos meios fios,
que não cheiro.
A noite vibra misteriosa e fria no fora,
que não entro.
E dentro o dia arde nas cortinas do quarto
e eu saio.



                        PONTILHADO


Deslizam as vozes suadas pelas gargantas dos dedos
Gritantes, ventosas dos lábios estilhaçando molduras
Caricatas, emersão de pelos borbulhando na espinha
Efusiva, cratera de delírios, de lírios, de rios.

Ponta de passo, no meio do braço, abraço
E passo.
Na beira das pernas laço um calço 
E alço.

Subo e sumo

Derreto e desço

Afogo no fogo e morro.



                      Colmeia Intensiva


EnxamE
En xama
Enxa mE
mE xamE
xama mE
naxE
E manxa


quinta-feira, 26 de julho de 2012

MESTRES DO CAMINHO: NOITE ESTRELADA NA INSURGÊNCIA DE TAGORE

                      REFLEXÕES:

- "Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."
 
                         Rabindranath Tagore

sexta-feira, 20 de julho de 2012

FILOSOFIA DA SIMPLICIDADE: QUAL O OFÍCIO DE UM POETA?

                      Jorge Bichuetti


É um lixeiro-ecologista: varre, limpa e recicla a podridão da vida que nos marcam com feridas e cicatrizes, lágrimas e mágoas...
E, igualmente, é um mágico: bruxo: semeador: materializa o novo, a ternura radical e o amor sem fronteiras do porvir no solo árido do presente...