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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SOCIEDADE DE AMIGOS: A POESIA DE PAULO CECÍLIO - A VIDA DESNUDA...



   SÊMEM
             Paulo Cecílio

o tempo fluiu,
no lapso entre o nada

e a fruta:

na tênue carne verde,
semeio um sonho, que já morreu.


domingo, 16 de setembro de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: MILA PIRES; A POESIA NAS PULSAÇÕES DE UM CORAÇÃO ESTELAR...

            PENSANDO EM VOCÊ
                             MILA PIRES



  …Então me visto de poesia
Encho tua alma de alegria
Mexo com tua fantasia
 
Crio um clima especial
Tenho o teu aval
E juntos vamos sonhar
 
Habitamos o Planeta Sonho
Contemplamos céu, lua e mar
Fomos feitos da mesma  química estelar
 
E em nosso espaço atemporal
Aconchegante e natural
Praticamos o verbo...AMAR !!
FONTE:  http://perfumeversoeflor.blogspot.com.br/




sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: A FORÇA VITAL DA POESIA DE PAULO CECÍLIO



PRISIONEIRO
                 Paulo Cecílio

então, querida,
o tempo se vai e ficamos mudos. 
por teu deus silencias meditas
abrindo teus ainda belos olhos
para que eu conheça o silencio

de teus lábios
e volte a meu deserto

falta-me o fôlego
o norte moveu-se

como nos perdemos tanto?

o cheiro de incenso
exala a estranha que penetrou teu ser

assaltou nosso mundo:

entreguei pra ti o menino do mato,
o mato secou:
o consome um incêndio gelado.

eu tão livre e tua presa...


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: CONCHA ROUSIA; A POESIA COMO PULSAÇÃO VIVA DE LÁGRIMAS E SONHOS QUE PERCORREM AS ENTRELINHAS DE UM CORAÇÃO...

          JÁ NÃO ESPERO 
                              Concha Rousia

Já não espero carta tua
Já me afoguei noutras palavras
a palavra pedra 


a palavra água
recortando um horizonte sem saída
sem barca e nem capitão
e sem tu te importares...

Já não espero carta tua
Já vi tua morada de número arrancado
Já vi meu carteiro devorado pela rua 
Já se perdeu com minhas cartas
comidas antes de tocarem seu destino

Já não espero carta tua
perdi o endereço de teu coração errante
e as minhas mãos já se negaram 
três vezes hoje às palavras 
agora plantam plantinhas no quintal 
escutam a Melra como se mãos ouvissem 
e voam, ahhhh como minhas mãos voam
quando da nossa alma se escondem...

Já não espero carta tua
Já não te escrevo
Já perdi a caneta noutras batalhas
igualmente irreparáveis...
Já minha liberdade me prende noutros nadas
Já não espero carta tua
Já não espero


 


FONTE: WWW.REPUBLICADAROUSIA.BLOGSPOT.COM


 


 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: CONCHA ROUSIA; A POESIA DO INFINITO NOS REDEMOINHOS DO VENTO


         Só ante o silêncio
                      Concha Rousia
Ante a invernia do silêncio
vestí no corpo as cores do dia

vesti os olhos de ausência
e comprovei que tua camisa 
era do tamanho do meu céu


Depois reparei nas palavras
Nas minhas
Nas usadas
Nas tuas
Nas por nós abusadas

No silêncio reparei também
Nas palavras sonhadas
Nas roubadas
Nas desesperadas

E foi no silêncio que escolhi calar
sei que poderia se o permitir
ver crescer em mim infernos 
nos que lembrar palavras 
que nunca foram minhas

Mas no ventre do silêncio decidi
destroçar a arqueologia de todo eco
ouvir apenas os tambores do medo
meu medo que fala alto 
meu medo que se impõe
até apagar esse abismal silêncio


FONTE: republicadarousia.blogspot.com

 

domingo, 2 de setembro de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: O LUAR E AS PAIXÕES; A POÉTICA DE JOSIANE SOUZA


               POÉTICA DE UM LOBO
                            Josiane Souza

Prematura entre as linhas do crepúsculo,
Que débil, ainda costura com fios de ouro,
A roupagem imódica dos céus.
Ela surge arrepiando os pelos da noite.
Envergando as tripas penumbrosas da cidade,
E refletindo o amarelo rajado dos olhos espantosos dos gatos,
Que riscam a rua como a escuridão rabisca o espaço.
Ela transborda o horizonte engolindo o próprio céu.
Rasga as peles ventando garras na espinha,
E bafeja no sangue da superfície os teus ruídos negros.
Feiticeira da Noite...
Sussurra feitiços nas entranhas dos homens,
Colore com poções quiméricas as pétalas das flores,
E arranha o mistério nos corpos dos animais.
Noiva da Noite...
Enlaça teu véu na dança da existência,
Beijando o silêncio que é teu segredo,
No altar sagrado do Cosmos.
Oh, Lua Cheia...
Me enlouquece os sentidos,
Deriva minh'alma,
Que para você minha escrita é um uivo.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: NO SILÊNCIO, O CANTO E O VOO DA POETISA CONCHA ROUSIA

Só ante o silêncio

                      CONCHA ROUSIA

Ante a invernia do silêncio 
vestí no corpo as cores do dia
vesti os olhos de ausência
e comprovei que tua camisa 
era do tamanho do meu céu

Depois reparei nas palavras
Nas minhas
Nas usadas
Nas tuas
Nas por nós abusadas

No silêncio reparei também
Nas palavras sonhadas
Nas roubadas
Nas desesperadas

E foi no silêncio que escolhi calar
sei que poderia se o permitir
ver crescer em mim infernos 
nos que lembrar palavras 
que nunca foram minhas

Mas no ventre do silêncio decidi
destroçar a arqueologia de todo eco
ouvir apenas os tambores do medo
meu medo que fala alto 
meu medo que se impõe
até apagar esse abismal silêncio

FONTE: www.republicadarousia.blogspot.com

 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: A POESIA DE PAULO CECÍLIO; TERNURA NO ESPINHO DA ROSA

NOSSA SENHORA! (reza de dia santo)


                   Paulo Cecílio

hoje

as dores vou 
entregar pra santa:


meninas
esquecidas

sem colo

meninos
sem botina

sem futuro

filhas ocultas

ah, santa
um dia sem chaga !

deita
nos corações criança






sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: O BRILHO DA ESTRELA NA POESIA DE MILA PIRES...

                         ESTRELAS
                              Mila Pires

Conversei com as estrelas

Contei-lhes segredos

Meus segredos ... minha s viagens...minha vida

A cada segredo contado

Um facho de luz era acionado

E a constelação foi se iluminando

Cada vez mais se aproximando

Trazendo seu brilho

Para  ver meu sorriso se abrir

E as estrelas dançando ... colorindo o céu

Retirando o véu

Transformando cada segredo revelado

Em  devir sonho

E assim, as estrelas me confiaram sua luz

Para  eu continuar a caminhada

Que ao amor conduz

 

Conversei com as estrelas...

  FONTE: http://perfumeversoeflor.blogspot.com.br/



sexta-feira, 27 de julho de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: A POESIA DE CONCHA ROUSIA; TRANSVERSAL CÓSMICA DA HUMANIDADE ERRANTE E ALADA...

Perdão

    Concha Rousia

De quantas formas
se pode não pedir
perdão? ....

As outras todas

as restantes,
quero usá-las
esta noite...


FONTE: republicadarousia.blogspot.com

SOCIEDADE DE AMIGOS: O POESIAR DA BORBOLETA SIDERAL JOSIANE SOUZA

 POESIAS DE JOSIANE SOUZA

SECREÇÃO

 

Espremidos pela noite que nos desemboca nas fissuras eternas do universo,
Apalpando com os fios de cabelo as assombrações do inverno,
Queimamos na fogueira dos desejos nossos sonetos frios e sonâmbulos,
E através da fumaça dos sonhos, alcançamos nas epidermes incendiadas
O encontro flutuante das almas enigmáticas.
Desvelado o cardume do que agora escorre de nós,
Permeio o bálsamo fresco que com a língua capturamos,
Garatuja o vento que nos arranha os pensamentos.
Rasteja o temor que nos envenena os corpos mordidos,
E a noite, então, passa a ser apenas um lençol escuro,
Sobre o qual adormecem nossas ardências soturnas, 
E nossos tropeços perdidos.


O espesso véu de neblina que se estende sobre a rua e as coisas,
que não vejo.
Encobre os passos dos pensamentos que soturnos correm,
e não escuto.
As sombras das casas desenham nas calçadas os submundos,
que não sinto.
Enlaça com a neblina a fragrância dos meios fios,
que não cheiro.
A noite vibra misteriosa e fria no fora,
que não entro.
E dentro o dia arde nas cortinas do quarto
e eu saio.



                        PONTILHADO


Deslizam as vozes suadas pelas gargantas dos dedos
Gritantes, ventosas dos lábios estilhaçando molduras
Caricatas, emersão de pelos borbulhando na espinha
Efusiva, cratera de delírios, de lírios, de rios.

Ponta de passo, no meio do braço, abraço
E passo.
Na beira das pernas laço um calço 
E alço.

Subo e sumo

Derreto e desço

Afogo no fogo e morro.



                      Colmeia Intensiva


EnxamE
En xama
Enxa mE
mE xamE
xama mE
naxE
E manxa