quinta-feira, 12 de julho de 2012

SOCIEDADE DE AMIGOS: O AMOR NOS REDEMOINHOS DO TEMPO - POESIA DE ADILSON S SILVA...

O tempo... E o amor

            
                 Adilson S silva..

O tempo pára num beijo,
Num suspiro de amor
Ou num orgasmo,

Meu bem...
Não se espante
E nem se encante
Com as coisas que lhe digo.

O amor é uma coisa frágil,
Aguça o desejo,
Esvai-se num desatino,
Às vezes rápido como um espasmo,
Outras, o dom do divino,
Ou desilusão e desencontros
Entre a rosa e o cravo...

Mas...
O tempo pára num beijo,
Num suspiro de amor
Ou num orgasmo.







14/07/2012 - ENCONTRO MENSAL DA UNIVERSIDADE POPULAR

terça-feira, 10 de julho de 2012

DIÁRIO DE BORDO: A ARTE DE SONHAR

                     Jorge Bichuetti

Tristes, cinzentos... Vemos nossas vidas corroídas pelo tédio e pela angústia.
Todo dia repetimos a mesma rotina aborrecida e desgastante... Robóticos, seguimos... e só paramos para rever o vivido quando inundamos nosso coração num redemoinho de dor. Então, deprimidos, ansiosos, delirantes, panicados queremos uma saída... Um remédio, um milagre... uma ilusão.
Acreditamos vítimas de u'a obscura patologia...
Ou, servos de u'a maldição...
Na realidade, a vida que temos é a vida que produzimos... 
Na tempestade das nossas lágrimas, cremo-nos impotentes e incapazes de dar um salto sobre o abismo.
Acostumamos a nos ver passivos, reativos e servis...
Desconhecemos nossa capacidade criativa, inventiva... Vivemos desconectados de nossas potências.
Antes, o hospício nos recolhia e silenciados, agonizávamos num calvário de desvalia e devastação.
Hoje, nos sedam... e vegetativos, balbuciamos feridos.
Urge que aprendamos a cuidar de nós...
Entre mil faculdades que nos permite valentes e ousados na reinvenção da nossa alegria, nos roubaram um dom... uma propriedade curativa do nosso próprio corpo, da nossa própria vida: a arte de sonhar...
É preciso resgatar a nossa capacidade de sonhar e voar sobre abismos...
No abismo, nossos monstros: bloqueios, frustrações, inibições, repetições tediosas...
Sonhar é tecer asas... é voar... é saltar sobre abismos e escalar as pedras do caminho.
No ato de sonhar, despertamos nossos corações adormecidos, hipnotizados... Redescobrimos novos sentidos para o existir.
Sonhar é vencer as barreiras do status quo, da vida negada...
Sonhar é redesenhar nossos caminhos e horizontes, escutando as vozes dos nossos desejos e a própria sinfonia do infinito.
Através dos sonhos, adubamos o território das nossas vidas para a gestação dos nossos eus não-paridos.
Acercamo-nos do novo... Tornamo-nos capazes de gerenciar nossas dores e de tecer redes de amizade, alegrias inéditas... voos na imensidão do que pode um corpo.
O nosso pesadelo é a acomodação, o fatalismo, a nossa submissão...
O sonho é a primavera existencial que insurgente reinstala em nós as floradas da vida em abundância...
Ousemos, sonhar...
Ousemos, mudar a vida e transformar o mundo... semeando no caminho das nossas lutas diárias um chão de estrelas...


10/07/2012 - 19:00: grupo de estudos da obra de Juvenal Arduini e sobre dependência química.
Rua Capitão Domingos. 1079. Abadia. Uberaba, MG / Brasil

O QUE ESTAMOS FAZENDO DE NÓS - ESQUIZODRAMAS... IV CONGRESSO INT DE ESQUIZOANÁLISE E ESQUIZODRAMA

 Para captação de financiamento para a organização do IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESQUIZOANÁLISE E ESQUIZODRAMA, UBERABA, 25,26,27 E 28 DE OUTUBRO DE 2012, serão organizados atividades no dia 28 deste mês: ESQUIZODRAMA " O QUE ESTAMOS FAZENDO DE NÓS".
Um espaço de cuidar-se, reinventar-se e desbravar novos horizontes de vida...
 O Esquizodrama é uma oficina esquizoanalítica que agencia o novo, por isso, é denominado de Drama do Devir.
                                  ***
 Esquizodrama "O QUE ESTAMOS FAZENDO DE NÓS"
Data: 28/07/2012

Local: Fundação Gregório Baremblitt/Caps Maria Boneca, Rua Capitão Domingos, 418, Bairro Abadia. Uberaba / MG

Horário: 10:00 às 15:00

Valor: 60,00 (incluso café e almoço)

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VIVER É A ARTE DE SE REINVENTAR, POTENCIALIZANDO SONHOS E ALEGRIAS...


POESIA: AMORES-PASSARINHEIROS...

               AMOR-PASSARINHEIRO
                                    Jorge Bichuetti


Passarinheiro, aninho
num canto do teu coração
onde sonho a liberdade
entre carícias e beijos, 
ternura e paixão...


Engaiolado, não canto...
soluço mi'a amargura 
desenhando co'carvão
nos muros do país
onde rabisco sob o luar
os versos insurgentes
que clamam a bravura,
o florir da revolução...

Um passarinho só vive,
se sonha aninhado ou se
voa na aurora, poetizando
a esperança, tecendo na flor:
ventos de vida no cio da inovação...


                              NÃO CHORO...
                                           Jorge Bichuetti

entre pardais, não choro;
pio no compasso do canto:
esperando na hora do voo
a germinação da mudança:
outros céus, outros mares...
novas flores, novos amores...
a vida remoçada na arte de
ser ninho, um ovo do sonhar...


BONS ENCONTROS: EMIR SADER E A CONJUNTURA POLÍTICA LATINOAMERICANA


O Fórum de São Paulo e a esquerda latinoamericana hoje

               EMIR SADER

Desde sua primeira reunião, em 1990, em São Paulo, o Fórum dos partidos de esquerda da América Latina – que levou o nome da cidade onde fez sua primeira reunião – o Fórum de São Paulo passou por diferentes etapas, até esta reunião em Caracas, de forma paralela à trajetória da esquerda latino-americana.

1990 foi o ano do lançamento do Consenso de Washington, expressão programática do neoliberalismo e do seu “pensamento único”. Se sentiam suficientemente seguros e vitoriosos, para que as forças neoliberais buscassem codificar seu triunfo em normas obrigatórias “para qualquer governo sério”.

Na própria América Latina encontraram eco na direita radical de Pinochet, na socialdemocracia chilena, brasileira, venezuelana, passando pelos nacionalismos peronista na Argentina e do PRI mexicano.

As forças de esquerda, no plano social, político e ideológico, se encontravam na defensiva, resistindo à avalanche neoliberal, que detinha a hegemonia no continente e o governo de praticamente todos os países. O Fórum de São Paulo era um espaço de resistência, de denúncia, mas também de formulação de alternativas.

A situação mudou de uma década para a outra, quando o campo popular passou da defensiva à disputa de alternativas, ao embates eleitorais para conquistas governos e construir concretamente alternativas posneoliberais.

Quando faz esta sua reunião em Caracas, o Forum de São Paulo encara outra fase da esquerda latino-americana. Basta dizer que estão presentes vários partidos que estão nos governos dos seus países há já mais de 10 anos – como no caso da PSUV da Venezuela -, ou quase isso – como o PT do Brasil, a Frente Ampla do Uruguai, o MAS da Bolivia, a Aliança País do Equador.

Entre outras preocupações, se coloca o problema do papel dos partidos diante dos processos posneoliberais. Os grandes protagonistas desses processos são governos de aliança, sob a direção de partidos de esquerda. O papel dos partidos de esquerda é, antes de tudo, defender os interesses da esquerda em alianças de centro-esquerda, para garantir a aprofundar as posições da esquerda – as posições antineoliberais e anticapitalistas. Fazê-lo é nao apenas lutar contra as sobrevivências do neoliberalismo – o poder do capital financeiro, do agronegócio, da mídia privada, entre outros -, mas articular o posneoliberalismo com o anticapitapitalismo e a construção de um modelo alternativo na América Latina.

Esta reunião do Fórum de São Paulo se faz no marco das eleições presidenciais da Venezuela, quando Hugo Chavez deve conquistar um novo mandato e consolidar a segunda década de governos neoliberais no continente. E, ao mesmo tempo, quando governos neoliberais enfrentam várias dificuldades, entre elas os conflitos em torno das necessidades incontornáveis de desenvolvimento econômico e o equilíbrio meioambiental.

Não há solução ótima, geral, que aponte para a resolução de todos os conflitos e casos particulares. É uma das funções essenciais da atualidade que os intelectuais e os dirigentes políticos e sociais construam os espaços de debate entre os governos e os movimentos sociais – indígenas, camponeses, ecológicos – para a solução concreta, política, negociada, de cada um dos conflitos. E, ao mesmo tempo, organizar as formas de pesquisa teórica, analítica, e enfoque mais geral, mais além dos dilemas concretos, de modelos alternativos que compatibilizem, mesmo sob fortes tensões teóricas e políticas e necessidades constante de sempre renovadas formas de sínteses concretas entre o desenvolvimento economico e a proteção do meio ambiente.

O Forum de Sao Paulo é um dos lugares em condições de assumir essa tarefa, como contribuição essencial ao avanço dos governos posneoliberais na direção do anticapitalismo e do socialismo. 

FONTE: CARTA MAIOR; O BLOG DO EMIR 


SOCIEDADE DE AMIGOS: A POESIA DE PAULO CECÍLIO; ARDÊNCIAS VISCERAIS


            PRISÃO
                  Paulo Cecílio

amo 
com a urgência dos aflitos 
deixo nela o espanto 

de minhas hélices partidas


tenho em mim
templos dourados
campos cercados de cães e aço

resta-me o encanto

estou nas prisões geladas
levo borboletas e o calor de meu sangue

aqui estou: 

na cela que guarda anjos tortos
abraço meus vagabundos bêbados
drogados crianças:

sinto suas costelas magras

há um lugar que me aguarda 
pelas cicatrizes ou pelo sorriso doce:
um dia, terei porto e guardarei descanso...


MESTRES DO CAMINHO: WILLIAN BLAKE E A VIDA LIVRE DAS TEIAS DA OPRESSÃO

                REFLEXÕES:


- "A ave constrói o ninho; a aranha, a teia; o homem, a amizade."

- "A abelha atarefada não tem tempo para a tristeza."


- "Se o doido persistisse na sua loucura tornar-se-ia sensato."

 - "Aquilo que hoje está provado não foi outrora mais do que imaginado."

- "Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito."


- "Veja o mundo num grão de areia,
veja o céu em um campo florido,
guarde o infinito na palma da mão,
e a eternidade em uma hora de vida!"


                       WILLIAN BLAKE


segunda-feira, 9 de julho de 2012

SECA SOLIDÃO - O SERTÃO NO CANTO E NA POESIA; AVE, MARIA SERTANEJA E PATATIVA DE ASSARÉ: ASA BRANCA

No sertão,
      anoitece
   fome e sede
       agonia
do espinho e da flor...


A lamparina
          alumia
o canto   no acordeón:
reza pobre  e humilde
sonhada no corpo 
                             seco;
fé   chovendo a espera
da vida doída e pia na
derradeira   oração...

                                  jorge bichuetti


PATATIVA DE ASSARÉ... POESIA DO SERTÃO - AS FLORES QUE FALAM DA MISÉRIA DA EXCLUSÃO...



ENTREVISTA E POEMAS... O CANTO DO SERTÃO.



ASA BRANCA NA VOZ DE CAETANO VELOSO


ENTRE PEDRAS, FLORES...


DIÁRIO DE BORDO: FOLHAS NO MEU CORAÇÃO...

                     Jorge Bichuetti

Nuvens densas e escuras; entre elas, a Lua: pequena, porém, brilhante, encantada. No meu coração, alegria... De volta, no meu quintal... senti o ruflar dos álamos, o suave perfume das rosas... E meus passarinhos, aconchegados por ninhos de ternura e proteção...
O vento frio não me intimidou...O que era ferida; tornou-se, tão-somente, cicatrizes...
O tempo rodopia e passa... tudo renova...
Em êxtase, deixei o vento sacolejar as folhas do meu coração.
Escritos, paisagens... Caminhos percorridos; horizontes sonhados...
Alegre, compreendi as formosas borboletas e as cantantes cigarras... não as vi, nem as escutei... mas, pela primeira vez, as compreendi.
Deusas da alegria vivem plasmando no mundo as lições da felicidade que se encontram apagadas dos compêndios da ciência.
Ensinam a voar, bailando no infinito...
Ensinam a cantar, dialogando co'as estrelas...
Nossa vida de rebanho no curral é vida cinzenta na amargura dos pecados e dos complexos psicológicos, ambos, artimanhas da mesmisse... evitação do novo; cinzas no olhar para que não vejamos o esplendor inovador da aurora.
Culpa e ressentimento é cultura introjetada que nos mantém prisioneiros do narcisismo e da onipotência...
A vida é permanente aprendizado; metamorfoses criativas...
Se não chegamos nas terras do amanhã é porque mantemos nossos pés e mãos atados nas areias movediças do passado...
É preciso aprender a passar... Seguir adiante... Renovar-se... Reinventar-se...
Se erramos ontem; acertemos hoje...
Se caímos; reergamo-nos e sigamos adiante...
O dia que começa é tempo novo...
O passado é folha seca no museu das experiências vividas.
O vento renova a vida, espalhando no anonimato as folhas secas que cedem espaço e vitalidade as folhas que brotarão na vida parideira que não cansa de se recriar...
Enxuguemos nossas lágrimas... Sopremos as cinzas dos nossos caminhos...
Desbravemos novas clareiras... Inventemos um novo canto...
Não esqueçamos que a vida sempre recomeça... Assim, na novidade do tempo remoçado, reinventemos nossos passos no caminho: com compaixão e ternura, teçamos o amanhã, não economizando hoje nossa capacidade de amar e se dar...
A felicidade é caminho...


POESIA: EN-CANTOS... O AMOR.

           ERRÂNCIA
                     Jorge Bichuetti


Não sou triste. Minha lágrima é 
um fio de mina que corre na vida agreste
dos que ousam sonhar, alucinando, hoje,
o canto livre das campinas do amanhã...


Não sou alegre. Meu riso é
o eco das pipas que visitando o azul do horizonte,
e ele sabe que para a vida verdejar, basta
a coragem de nas manhãs
soprar com o vento
as cinzas do passado...


EN-CANTOS... O AMOR.
Jorge Bichuetti

Longe, andei... para nada
encontrar no meio das multidões...

Mas, na Lua refletida no mar
descobri a vida florida nos
en-cantos... o amor.

E o amor floresceu
nos becos turvos
do meu coração vadio...


10/07/2012- grupo de estudos da obra de juvenal arduini 
e sobre dependência química.
19:00 - rua capitão domingos, 1079. abadia. uberaba, mg / brasil