sexta-feira, 10 de junho de 2011

POESIA: VENTAVAIS - NO RIO DA VIDA TRANSBORDADO, FLORES CANTAM NA SOLIDÃO DA RUA

                                               HAIKAI DO AMOR
                                                Jorge Bichuetti

    no ápice do amor,
dois é um;; um, multidão:
magia, paixão...


NAS RUAS
Jorge Bichuetti

na rua, um homem caído chora
lágrima que sangram e de vermelho
tecem no asfalto um grito, um lamento,
uma profana e colérica oração...

na rua, um menino mira o chão
alucinando na corroída fome
sonhos de cavaleiros destemidos
que sacam o dos celeiros migalhas
de centeio e no pão, um acalanto
para adormecê-lo na lápide
dos sepulcros caíados onde a dor
evita-se e sabe-se viverde ilusão...

na rua, um poeta não chor, nada vê...
é visto, sobre ele cai o pranto da vida
que lhe roga uma nova palavra,
maquinada na indiganada ternura,
conjugada no tempo da utopia,
forjada na valentia da aurora.
para ela diga ao mundo, nnum misto
do singelo com a audaz, que já não mais
será possível a  perfídia da exclusão...

                                     
                                 O RESTO É SILÊNCIO
                                                                   Jorge Bichuetti
                                                           ( para a juventude espanhola )

Nas praças, acampados
jovens rebelados sonham,
cantam, profetizam as novas
profecias da vida insurgente...
O poder estertora
moribundo e rabugento...
O povo ise nflama e junto
canta... Os deuse acordam
os anjos para o coro... Soa,
então, um glória à liberdade,
amém... amem.. améns...

Encantadas as flores da praça
se descobrem estrelas do novo céu...


                                        NOS VENDAVAIS, O ALVORECER
                                                                                   Jorge Bichuetti

Sucessivos vendavais dissipam
o pó e as cinzas dos milênios
e despertam novos zumbis
que perambulam pelos becos
onde a noite turva os sentidos
 e as sombras parecem ser
deuses maltrapilhos no chão...

No turvo sil~encio das esfinges
ocultam´se obscuros vaticínios
que consubstanciam na esquina
o norte da vida insolente,
tramado na decrépita caverna
da tirania vil e vampiresca
da ganância cega e matadoura...

No beco e na esquina, a cólera
suga a última gota de clemência,
e o mundo vê no horizonte 
o paradoxo do bem e do mal...
Um além... urge. a vida clama...
Na dor, o mal serpenteia e
pulveriza a voz da esperança...

No vazio, o bem adormece e
fantasia as ilusões das pirâmides...

Além do bem e o do mal, há de nascer
um super-homem... uma nova humanidade.

Antes do último pôr-do-sol, o caos
parirá novos quixotes e ches, zen...

Antes do último luar, o caos
parirá nos becos e nas esquinas
novos Palmares acampados
entre flores nas praças da poesia...

Antes do último beijo, o caos
parirá a ternura de de deuses e mãos
onde pousarão o canto suave e terno
dos novos passarinhos que cantarão
a seresta do amor no alvorecer de uma nova era...

Antes do fim, a humanidade no aconchego da ternura
se eternizará...


2 comentários:

Rosi Alves... disse...

Bom dia!
Será uma honra sinceramente emudeço
Com seus textos poemas reflexões etc.
Mechem no fundo da alma trazendo
Enumeras reflexões sem falar no recheio
Cultural... Ler você e um pedacinho do céu
Onde as nuvens são suas palavras afagando o
Coração. Parabéns que deus te inspire cada dia
Mais e que te realize infinitamente.

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

rosi, somos amigos... estive no seu blog e li surreal, me emocionei eu que já havia encerrado o dia decidi continuar um pocuco mais e postarei Sosa... Sua poesia é belíssima. Abraços ternos, jorge