quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SOCIEDADE AMIGOS: PAULO CECÍLIO, O POETA DAS ESTRELAS

JANEIROS
   Pailo Cecílio

A MADURA IDADE 
NAO É  NAVE 
DE POUSO SUAVE. 
NO ÁTRIO,
PULSA A FINITUDE: 
O CAOS AMEAÇA.

OS PÁSSAROS  
NA ESCURIDAO, 
SABEM DO  DIA. 

O DIA ABATERÁ A NOITE,
E SERÁ ABATIDO:
FINITUDES AMANHECERÃO.
DO CAOS AO CAIS,
AMANHECE A HARMONIA
DAS PEDRAS DO PORTO. 
 NINA
 Paulo Cecílio

EU TENHO UMA MENINA PERALTA,
MALA MESMO: 
SÓ FAZ DO JEITO DELA. 

LEVA A GENTE NA PROSA, 
PENSA DORMINDO 
EM CINCO CIDADES AO MESMO TEMPO 

SE COCHILA, SEU ESPIRITO VOA, 
ACOLHENDO OS AFLITOS 
CARREGANDO PEDRAS... 

VIRA UM ANJO, DEZ ANJOS, DORMINDO: 
OS CABELOS DOURADOS PARECEM 
CACHOEIRAS DE CACHOS ANELADOS .

ACORDA DEVAGAR , CANSADA... 

NUMA NOITE COMO ESTA 
QUE SEM SONO CONTEI 
TODAS ESTRELAS DO CÉU, 

O QUE SERIA DE MIM SEM O CHEIRO DELA?

Nenhum comentário: