quarta-feira, 24 de agosto de 2011

POESIA: AS DORES DO MUNDO

                           FLORES QUE SANGRAM
                                            Jorge Bichuetti


Entre fuzis, sangram as flores da esperança
que já não podem sonhar...
Sob a mira da morte, murchas,
só esperam
a vida passar...
Crianças e velhos, mulheres,
mãos de trabalhadores,
fenecem no festin da guerra
que se monta
para destruir e matar...


Entre fuzis, as flores sangram...
e a vida é asfixiada
pelos braços armados
da morte anunciada...


Um silêncio na alma, vigia
o coração,
pois, na guerra o homem
é a vida ceifada
pelo império militarizado
na loucura do poder que dança
sobre os cadáveres
das flores que sangram no chão...



Nenhum comentário: