quinta-feira, 11 de agosto de 2011

TERNURA E AMOR NO CAMINHO DA POESIA

ternura
          mãos dadas
no caminho
          luar u'a flor:
brilho do amor...


adeus
        solidão
cela
       espinho




agora... restos
    desilusão


ruminação: por que?...
amor é construção,
grita hoje o silêncio
torturado pelo adeus...


na procura longe do não... 
                                jorge  bichuetti


partida
      casulo
retorcido
      não voo
e as flores
choram
   as cores
nubladas
       na ausência...


o amor teia
            asas
no alto
     estrelas
orvalham
     o deserto
sonha
     florescer
     borboletaear
          no caminho
     voar de mãos dadas...


assim, canta a saudade... 

                   jorge bichuetti


               SONETO DA DESPEDIDA
                             VINICIUS DE MORAES

Uma lua no céu apareceu
Cheia e branca; foi quando, emocionada
A mulher a meu lado estremeceu
E se entregou sem que eu dissesse nada.

Larguei-as pela jovem madrugada
Ambas cheias e brancas e sem véu
Perdida uma, a outra abandonada
Uma nua na terra, outra no céu.

Mas não partira delas; a mais louca
Apaixonou-me o pensamento; dei-o
Feliz - eu de amor pouco e vida pouca

Mas que tinha deixado em meu enleio
Um sorriso de carne em sua boca
Uma gota de leite no seu seio



 

5 comentários:

Psicóloga disse...

Bacana o post
reflexivo...um pouco triste tb!

http://olhardepsicologa.blogspot.com/

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

querida amiga, só para tenhamos ternura nas lágrimas; assim, aos poucos, vamos tecendo asas para voar sobre os abismos. Abraços, irei à noite visitá-la com alegria. Abs ternos, jorge

Rosi Alves... disse...

tudo lindo como sempre!abraços

Vozes estranham labirintos Vazios
Almas gemendo a morte que chega
Elas não aceitam que seu tempo cessou
E fica a vagar perto daqueles que tanto amou

Isso não faz bem, você tem que entender
Que vive em outro plano
Eu sinto sua falta mais eu preciso viver
Para cumprir o que vim fazer aqui

No tempo certo nos veremos
Saudades matarão
Mais enquanto eu aqui na terra estiver
Deixe-me viver com lembranças de você
Não precisa se entristecer
Pois as pessoas que amo jamais esquecerão
Que delas sempre será meu coração e meu amor
Nem que nós vivamos mil vezes seremos sempre almas que se amam.

(Rosi Alves)

edumanes disse...

De mãos dadas,
Sentir o calor de quem se ama
Dizer adeus á solidão
Acordado, não a sonhar
Caminhando na escuridão
Para o amor encontrar.

Um abraço
Eduardo.

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

eDUARDO E rOSI, ABRAÇOS COM CARINHO: TENTAREI HOJE CANÇÕES, POIS IREI VER SE COLOCA ESTAS BELAS POESIAS VOANDO NOS ACORDES DO INFINITO... oS ADORO. aBRAÇOS, JORGE