domingo, 17 de abril de 2011

POESIA: UM INSTANTE DE LUCIDEZ

                                        DISCRIMINALIZAÇÃO...
                                                                       Jorge Bichuetti

Erva verde vagalume
centelhas fosforescentes
voos da imaginação
deuses aves asteóides
Ave, Maria!... Ave, Juana!...
pensamentos tranversais
no sonhos do porvir
pulsações viscerias
as-pirações do devir...

                              
                                     RE-VERSO
                                                     Jorge Bichuetti

Alto, celeste,
todo azul, claro,
está o céu;

serenidade...

Nuvens cinzentas;
céu refletindo
nosso chão cruel

e nossa vã

insensatez,
louca fluidez,
monstruosidade...


                               LÁSTIMA
                                          Jorge Bichuetti

Sempre o meu coração arde,
vendo as lágrimas que correm
aqui... ali... toda parte
dança... dor vai e dor vem...

muita reza; pouco, amém...


                                    NA GIRA DA VIDA
                                                       JORGE BICHUETTI

Longe... Assim, distante,
penso e nem tento
reconhcer o meu sofrer;
a vida na tela da TV...

Escuto vozes e grotesco
imagino o som suave
dos seus lábios de mel;
a vida não pensa, não vê...

Não vê minhas lágrimas,
chovendo baixinho, só
desejando de novo um ninho;
a vida passa e não lê

a manchete do diário
navegante no oceano
dos sonhos de prazer;
a vida escapa, não crê

nos deuses da ilusão
que semeiam partituras,
nas cartas do tarô...
a vida tece o acontecer...


LUCIDEZ
Jorge Bichuetti

sombras velas confissões
louvores ervas maldições...
a utopia anda no coração...
artérias músculos tendões
versos cantigas lições...
a aurora nasce no escuro;
mas é tramada e urdida
nas catacumbas nas favelas
nos esquinas no ondear
da luta... guerrilha de sonhos
uma explosão de vozes
no... coro da construção...

utopia é verso e reverso
da ação... parto, arte
uma ativa invenção
na argila da oração...

dia 22 de abril: dia da terra... arte, sonhos e luta no TEU... iyi porá

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá Dr. Jorge! Lhe trouxe um poema. Abraço com carinho da LuGoyaZ.

Paul Valéry foi um filósofo, escritor e poeta francês, da escola simbolista. Seus escritos incluem interesses em matemática, filosofia e música. No final da década de 1880 publicou seus primeros versos, influenciados pela estética da literatura da época...

"Leia... Leia!
O homem que trabalha, que minimamente ganha a vida, que leia! Leia em casa, no ônibus, no metrô. Leia naquela hora que os meios de comunicação devoram contando casos de polícia, bobagens incoerentes, mexericos e fatos muito menores, cuja confusão e abundância parecem feitas para aturdir e simplificar grosseiramente os espíritos".

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Lu, que belez!não conecia nada de Valery; embora, sua frase apele é o mais profundo, me acompanhe: abraços com carinho; Jorge Bichueti