sábado, 22 de janeiro de 2011

POESIA: UMA TERRA CHAMADA AMOR

                                                        LUA E LUARES
                                                                Jorge Bichuetti

No canto da vida,
um livro aberto
e, meus olhos nublados,
de viajar nas palavras
que desenham retratos
do amor e sonhos despertos...

A   palavra não rasga este véu
que, feito de saudade,
embalou as estrelas no céu...

Um livro aberto. Palavras...
Na magia de um verso,
aquele amor distante,
brilha, agora, tão perto,
refletido na lágrima
de uma vida deserta...

A palavra é pão,
fruto proibido
no jardim da paixão...

Agora, no canto da vida,
um livro aberto
e meus olhos fechados...
As estrelas se perderam
na cavalgada dos versos;
o amor retratado nublou
os amores passados....

De olhos fechados, e sonhos
tecidos na fogueira da saudade,
acaricio o velho livro e o beijo,
mergulhando minha alma
noutro amor, outras paisagens...
Fecho o livro, e aspiro uma flor
que vive comigo,noutro céu,
de lua... De lua e luares...













           
          

          VINHO E ÊXTASE
                                Jorge Bichuetti

O jornal amarelado só é moderno
nas oferendas dos classificados...
A mesma morte na esquina,
a mesma guerra na vitrine,
a mesma gafe no palácio...

O vinho velho é moço,
alegre e cheio de canções...
Não proíbe o riso,
não inibe o carinho,
não camufla a mentira...

Ele e sua jovialidade:
alisa minhas rugas,
seca meu pranto,
escuta o meu silêncio...

O vinho é o menestrel da alegria;
só não inventa o êxtase
do amor... que é luz e canção...





















               
   
                       
                    
           
         AMARÁS
                                     Jorge Bichuetti

Amor de pássaro é um fruto doce e macio.
O menino na rua, perdido e só, ama
a bola de gude e a pipa que voa no azul
mais azul que a marquise do seu sono.
Minha lua ama a liberdade e as flores
do quintal sem muros da sua vadiagem.



                           CRUCIFICAÇÃO
                                         Jorge Bichuetti

Jesus é amor: assim, ensina livros...
Nasceu com os meninos de rua
que anda sem lar e vivem sem pão,
amados pelos cães que lhes lambem as feridas...
Viveu entre os simples, e um dia, subiu no alto de um lixão,
e, ali mesmo, poetizou a esperança num sermão de amor.
Depois, morreu... Esquecido e confundido,
sem notícias do exame legal...
Até hoje,não sabem... se o vitimou uma bala perdida
ou se foi executado por um tiro de  fuzil...

Somente, sabemos que era o amor vivo
crucuficado por todos
que não suportam a ternura, nem convivem
com vida que é vida-clamor,
uma prece por compaixão...

3 comentários:

Josiane disse...

Quando os ponteiros do relógio
Em tua precisão de Cronus
Soou meia noite e um...um segundo!
Kairós, já sempre ano novo...dois segundos!
Beijei a face celeste de Deus.
Sou Vida, vivida. Vida, viverei!
Olhei em teus olhos de estrela
E clamei com meus dentes entreabertos:
Sucumba toda preguiça de minha alma para que eu possa distribuir esse Amor
Que pulsa...
Excede...
Transborda...
Movimente meu corpo como as ondas do oceano quando for preciso...
Mas me amanse o êxctase quando precisar pisar firme no chão...
Hoje, Deus, vc veio me beijar
Em forma suave de beija-flor.
E eu te disse: Eu te amo também!



Bom final de semana irmão Jorge.

Saudades sempre!!!!!

Beijosssssssssss

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Josie: minha ternura, pequena cotovia do amor. Cante. encante... sua presença faz o mundo mais nobre e belo.
Beijos jorge

Kleitu Souza disse...

LINDO LINDO.. adorei.

Copiei ela pro meu blog tá?
Espero que não se importe... =x

Virei fã.