ANDARILHO DO VENTO
Jorge Bichuetti
Cavalgando com o vento, me vi,
longe e perto,do seu coração nu:
u'a flor encantada na magia do luar;
u'a folha seca que há muito deixou de sonhar,,,
Fui borboleta, fui poeira da estrada,
e nos seus pés chorei mi'as orações:
rogativas do amor, singelo e belo;
um grito de agonia nos estertores da solidão...
Agora, desolado, sigo o vento,
sibilando no ar a nossa canção:
canto o amor negado na semente;
alucino os frutos abortados na vida
da paixão esquecida no escuro da noite,
num canto qualquer... no beco das ilusões...
Assim, andarilho do vento... vivo
a ternura sonhada e não vivida,
o amor que não floresceu,
a vida falida no redemoinho dos adeuses...
AQUELE SONHO
Jorge Bichuetti
Aquele sonho, aquela vida.
andam perdidos nos vendavais
que carregam a flor do amor,
a mesma flor que um dia
era afago e carinho;
mas que agora é só
pétalas no vento,
um murcho desalento...
retalhos do amor pulverizado
nos desencontros cósmicos
entre a ternura mágica da lua
e o calor energizante do sol...
Nos perdemos... você brilhou com o astro-solar;
eu sonhei e adormeci nos abraços do luar...
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2 comentários:
Seguindo no vento encontramos um balançar que nos faz sonhar, iluminados pelo luar que escreve poesias e ilumina os latibulos da alma.
Magnifico lê-lo.
abraço Jorge.
oa.s
OA.S- o vento embala a vida e leva nos rodopios do tempo... abs ternos, jorge
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