AQUELE ADEUS
Jorge Bichuetti
Nunca sinto se passei ou algo ficou...
Fizeste tuas malas; nelas, foi um pouco de mim.
Talvez, tudo seja, assim; assim, é o amor...
Uns vão, embora, fiquem;
e, outros, nunca chegam...
O sabor dos teus beijos , eu bem sei...
Porém, são só essências florais e baton,
já onde serpenteia tua alma e teus sonhos, ah!, disto nada sei..
Só sei que tua ausência empobreceu o meu viver...
OFÍCIO AMOROSO
Jorge Bichuetti
Um abraço, agora!
não estou carente,
estou sedento
e a sede me devora...
Um beijo ia bem,
não que a sedução
funcionou,
é que, de carinho, se vive, também..
ESTA INSURGENTE LIBERDADE
Jorge Bichuetti
A liberdade voa e se encanta
com o esplendor dos céus.
rouba o brilho de uma estrela,
a loucura de um terno luar
e, até, da tempestade,
entre nuvens e o arco-íris,
ela toma, para si, a magia do sonhar...
Pousando, a liberdade explode,
deseja o chão flori de poesias
e ternas e suaves paixões, querendo
que a vida se transforme
e não seja tão-somente
uma mesquinha inveja de Deus...
UMA LÁGRIMA VERDE
Jorge Bichuetti
Meu quintal não é nenhuma mata atlântica;
mas ele fala da saudade que a vida sente,
diante de tudo que o homem lhe roubou...
CACHOEIRINHA
Jorge Bichuetti
As águas clara caiam
e suas correntezas
nos embalavam;
era pequena,
rodeada de mata
verde e de passarinhos...
Ali, fomos meninos
e a própria alegria...
Hoje, quando vejo uma queimada,
meu corpo arde e sangra;
penso que a pequena cachoeirinha
no seu pequeno risco de água,
só, com uma ou outra árvore,
revela, entre o passado florido
e a presente devastação,
a natureza na sua última lágrima.
segunda-feira, 7 de março de 2011
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