sábado, 5 de março de 2011

SOCIEDADE DE AMIGOS: VOOS DA SOLIDÃO

       Tic-tac, tic-tac
                Adilson S. Silva

Tic-tac, tic-tac
Voz secular dos relógios
Dessas madrugadas
Tristes e sombrias
Quando conto as horas
E você não vem
Habitar meus sonhos
Alhures e refém.

Quando você não vem
Tudo aqui é triste
Uma Solidão
Um sem sentido
Como se o amanhã
Sem você não existisse

Então venha
Venha habitar
Meu silêncio
Meu refúgio
Meu casulo
Traga luz do dia
Ao meu peito de pedra
Acenda a luz
Traga-me poesia.



O BEIJA-FLOR
            Paulo Cecílio

No meu delírio em lírio,
meu beija flor ciumento,
enganado beija cimento;

beija de inocência e fome,
mentira  purpurina ,
                                                           confete e serpentina.


            O GUARDA NOTURNO

                            Thiago Luis

Passa o guarda noturno
Sem se dar conta
Que guarda o sono do mundo.                   

 Por que apita o guarda noturno?
Pra despertar-nos dos sonhos imundos,
Ou por inveja de sermos uníssonos?

Pobre guarda noturno

Apita porque lho pagamos
E avisar-nos, enquanto dormimos,
Que estamos à salvo do mundo.

Será que sonha o guarda noturno?

Quem guarda o sono do guarda noturno?














                              
                            solidão
                                     thiago luis


a solidão
folha caída de alguma vida


lânguida face de vão amor
a solidão

2 comentários:

Adilson - Rio de Janeiro - Brazil disse...

Bom dia meu companheiro de passagem ...esta tudo lindo por aqui...Creio ter sido um sucesso ai seu carnaval com seu bloco na rua como canta o nosso querido Sérgio Sampaio.
Ontem pela primeira vez ouvi vc falando num video na rede DNA...
Vc é um espirito de luz ... vi muita luz em vc ... que bom meu amigo...poder fazer algo para merecer quem vem depois ... e por quem ja chegou e nem sabia...
Abençoado sempre sejas sempre
Abraços

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Adilson, sua presença me ilumina... Gosto dos versos e do seu jeito de ser.
Caminhemos , espalhando centelhas de ternura e os ventos da liberdade, muita poesia...
abraços com imensa ternura, Jorge