segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

BONS ENCONTROS: GRITOS PELA VIDA... PODEMOS SER FELIZES!...

Não estás deprimido, estás distraído
Facundo Cabral
Não estás deprimido, estás distraído.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acredita que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: liberta-te de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vão à mesma direção.
E não esqueças que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.


“Humildade
            Cora Coralina
Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”


















"A alegria abre, a tristeza fecha o coração. "
( São Francisco de Sales ) 
"Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era alegria. "
( Rabindranath Tagore ) 

21 comentários:

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge, desde ontem estou retomada pelo caos. Andei até te ligando pra ver se conseguia um pouco de bússola, mas não consegui falar com vc. Ainda bem porque talvez o melhor mesmo seja atravessar sozinha essa bagunça. Atravessar o Aqueronte. Choque profundo entre razão e sensibilidade. Falar é fácil, viver é difícil.
beijo
M

Lillian disse...

Jorge, querido anjo que veicula mensagens e palavras de que buscam o coração!
Fiquei alimentada de energia, segurança e criatividade. Maravilhosas poesias, maravilhosas mensagens ao coração.
Obrigada!!!!

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, o caos podemos atravessá-los sós; porém, isto não me agrada: primeiro por ver na caminhada a potência da amizade como força, magia, poesia e sustentabilidade do novo e da própria vida que andam nublados no caos; depois, por goatar de voê SEMPRE e isto nos veva a nos permiri e posibilitar estar com... nos voos e nos rodopios, nas estrelas e no redemoinho... Lhe ligarei... Abraços, com beijos de trnura , amizade vida.
Jorge.

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Lillian, a poesia e´, assim, pode;onde não ensamos... Ela vida com sol nascente, flores cantes e uma revoada de passarinhos...
Abraços, Jorge

Anne M. Moor disse...

Jorge

Duas coisas me tocaram muito neste teu post:
1. "a vida não te tira coisas: liberta-te de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude."

2. "Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era alegria." (Que aprendi com minha avó...)

Mas como disse a Marta a vida é difícil e nossa capacidade de perdoar as vezes se esconde. Vou deixar aqui um poema de que gosto muito e que escrevi depois dos 15 anos que me levou para perdoar uma pessoa que amei muito e que perdeu a luta contra o vício.

Consciência
A dor do vício é latejante e espraiadora,
varrendo personalidades, esperanças, ilusões, vidas,
amores, desestruturando famílias e redes sociais,
provocando torpor na sua passagem,
como um vendaval com vontade própria!

O vício tem formas difusas, mas certeiras!
Começa de mansinho, achegando-se despercebido.
Dança ao som da vontade irracional e
crava as garras na jugular do desafortunado,
Que não enxerga as conseqüências.

“Paro quando quero” é o tom dado, enquanto
vai-se a confiança, a auto-estima, os neurônios.
Instalam-se os achaques e as mazelas,
detonando com a saúde e o respeito próprio.

Na esteira descontrolada da degradação
tombam famílias inteiras ao som da
retirada silenciosa dos ‘amigos’...

Fica uma experiência de vida dolorosa
ao ver as pessoas amadas desmanchadas.

Tantas vidas ceifadas e machucadas pela bebida!

© Anne M. Moor – 04/02/2008

Beijos e um abraço forte na Marta.
Anne

Lillian disse...

Abraços poéticos! rsrsrs

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Anne, trabalhei uma série de pequenos artigos sobre a dor da dependência, neste blog... Era o que Marta chamou de triologia de sete... Pois ela incluia os poemas que eu ia escrevendo à esteira das reflexões da capítulo "A porcelana e o vulcão" do livro "A lógica do sentido" de Giles Deleuze...
A alegria é possíve.. Creio e busca-a... mas não sei se ela é viável longe da vida nossa que nasce num caminho de tantas dores...
Tive um amigo, Chico, que achava os completamente felizes fúteis e vazios...
Alegria é batalha entre a lágrima que cai, fertilizando o chão que irá florir; e a estrela do céu que nos encanta , chamando-nos para ver, além do hoje, a imensidão...
Abraços
Jorge...

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Lillian, poesia e vida para você, também...
Um dia de paz e de voos no céu límpido de um canto de amor e luz...
Abraços, Jorge

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge querido, obrigada pelo acolhimento, pela amizade tão amorosa. Mas eu não posso falar nada, por enquanto. Não há o que falar. É ficar quieta para ver onde essa luta interior me leva. Os virtuais, o que está maduro para nascer. Deve ser isso. Um parto!

Gostaria de pensar como a Anne - que escreveu num comentário a vida como escolha e possibilidade. Já pensei assim. Não penso mais. Me lancei no indeterminado. Ás vezes quero voltar para trás. Mas não tem volta. Aí, a gente precisa ter outras ferramentas que não a escolha e o possível porque esses foram para o limbo.

Desculpe, Anne, jamais como ofensa minhas palavras.

Sobre álcool, também muitas polêmicas não ofensivas. Claro, tem sempre esse problema do cara se arrebentar, se matar, se destruir. Mas isso não é tudo. Há uma potência do álcool que não é só potência de destruição. Antes, ou ao lado, ou sei lá onde, o álcool tem a potência da criação, da invençaõ, do pensamento, do devir, da resistência, da fuga etc.

Gozado. Eu gostava à beça de bebidas alcóolicas. Bebi todas nessa vida. Vinho. Quanto vinho!!! Caros, baratos, mais ou menos, doces, azedos, secos, bons , ruíns. Cervejas: idem, mais ainda. E agora tô sentindo um distanciamento de bebida. Encontrei o meu limite. Não escolhi nada. Não posso nada.

A vida é imanência, imanência uma vida. "Minha ferida nasceu antes de mim".

beijo Jorge beijo Anne beijos a todos desse coletivo amigos do pensamento, da luta e da poesia

PS.: Não pensem que desprezo a importância da atenção aos álcóolatras, do acolhimento, do tratamento, do cuidado etc. Tive pais e irmãos alcóolatras e sei que isso é muitíssimo importante. Mas, não é tudo. Pesa sobre minha memória, o olhar que lançávamos (sociedade, mãe, filhos , vizinhos) sobre eles, o duro e ignorante julgamento que fazíamos deles...: os errados. Para mim foi uma pedra no caminho todo esse alcoolismo como centro de produção de neuroses familiares. E aí veio o anjo torto com suas poderosas linhas de fugas e me disse aos 16 anos: vai Marta ser gauche na vida. Fui. E na minha vida de gauche, aos poucos, vou enxergando a potência dos errados.

Marta Rúbia de Rezende disse...

"Eu voltei" como o Caubi Peixoto. Voltei pra dizer o que o Jorge já sabe, mas que eu tô descobrindo. "Encontre seu corpo sem órgãos" . Há algo no CsO que faz com que vc possa embriagar sem álcool e drogar-se sem drogas. É aquilo que o Nietzsche dizia: "Me basta um copo d´água fresca" (Ecce Homo) E que Deleuze, mais contemporâneo (sabedor da nossa ãnsia, do nosso desespero no século XX e que aumentaria no XXI) diz: "um pouco de erva e água fresca" (A porcelna e o vulcão/Lógica do sentido).
Encontrar o Corpo sem Órgãos (na verdade nunca se chega a ele, mas aproxima-se, expande-se o CsO) não traz felicidade, pelo contrário, pode trazer um bocado de dor. Mas aumenta a potência de viver e produz devires. Psicodelia sem toxidade.
beijos
M

Anne M. Moor disse...

Jorge e Marta

Ofensa nenhuma! Adoro este tipo de "delírio" e olhares diferentes sobre os mesmos assuntos.

Acho (continuo achando) que nossas escolhas existem e tomam formas variadas. Até se jogar no abismo é uma escolha de certa maneira. Viver é aprender a lidar com as consequências dessas escolhas :-)

A vida é difícil, complicada, caotica (atendendo às características da complexidade) - das quais uma é a imprevisibilidade, mas o bom disso é que um sistema complexo/caótico tem a capacidade de se autoorganizar. Um passo a cada dia.

Em relação ao álcool é algo que AINDA não tenho muita facilidade de conversar sobre. Ter que juntar os cacos de meus 4 filhos do chão e ajudá-los a retomar seu caminho foi algo muiiiiiiiiiiiito doloroso.

Take care
Beijos
Anne

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta Rúbia, há algo de maravilhoso nas aventuras e viagens desterritorializantes, um canto de vida-intensidade...
Nesete sentido, o que é preocuante é o buraco negro... os rodpoios nos redemoinhos da repetição ou a inscrição no corpo de uma força que não conseguindo sair para o fora numa produção desejante, numa linha de fuga, num devir.. volta vulcão, vulcão num corpo quebrado feito porcelana..
Podemos reinventar a ternura e a poesia, a utopia e uma nova suavidade que nos fortalecerá na encruzilhadas e nos voos da imensidão.
Te adora, querida, amiga e companheira de sonhos e caminhos de vida e devires, Abraços , Jorge

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Anne, a vida é feita de caminhos e encruzilhadas... Sonhos e medos, redemoinhos e luares encantados... Há nas drogas uma magia perigosa ,, pois oculta um buraco negro de repetição e morte...
Sua poesia é vida numa viagem liberta dos escombros da devastação.
Abraços, Jorgeé

Marta Rúbia de Rezende disse...

Ei Anne, dói muito mesmo tudo isso. Não dá para aceitar a ruína dos jovens com a droga e o álcool ou qualquer outra forma de destruição. A gente deve lutar bravamente contra esse buraco negro que o Jorge fala e conhece tão bem porque ele é cuidador e sabe muito bem que o buraco é profundo demais e que não há uma mola no fundo e sim mais buraco. Não há teoria que possa com isso.

Apenas quis dar o meu testemuno do vivido por mim mesmo. E mostrar um olhar diferente. Esse olhar eu devo muito a filósofo brasileiro que tem escrito sobre álcool. É o Daniel Lins. Ele escreveu um livro "Alcool, filosofia e literatura". Esse livro mudou meu olhar, meu sentimento, minha expectativa etc. sobre o alcoolismo. Ele mostra a outra banda, a não problematizante, a banda lúdica do álcool.

Mas o que não quer dizer que eu tb não tenha meus pavores da bebida e dos cacos que ela pode fazer. Eu digo pro meu filho de 18 anos, presta atenção na palavra TONTO! Presta atenção também que os TONTOS sempre falam do passado: eu tinha, eu era, eu fui.... Presta atenção, também, meu filho, na FISSURA. Há modos de fazer a fissura nos ajudar ao invés de nos destruir. É como o Deleuze diz "tudo de ruím e tudo de bom sai da fissura". O Jorge escreveu belissímos artigos sobre isso.
beijo Anne, vou visitar seu site.
Marta

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, nossas reflexões são congruentes: o maior inimigo da superação das drogas é a sua diabolização...
Contudo, resta uma dor... vivida, sentida e chorada, a dor dos que já já conseguem dizer não... Não à morte,à ruína e à própria destruição.
O que desejam? que saibamos, e não sabemos ainda, construir uma nova direção... uma nova alegre-ação...
Abraços, com carinho... Jorge

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge, botei esse ovo no blog da Anne. Mas não publique , por favor. Deixa ele aqui na toca, pois tenho vergonha das minhas mal traçadas linhas se muito expostas.
bj
M

Experiência-limite

Limite é...
Como dizer?
Limite é
Não se limitar.
Limite é
O ponto do devir.
Limite é
Onde a gente deve ir.
Limite é
Quando pensamento começa a pensar.
Limite é
Experimentar a intensidade máxima.
Limite é
Nascedouro do outro em mim.
O amor, já disse o poeta maior,
"É o que se aprende no limite".

marta

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, te respeitarei... com a sensação de que estou errando, pois, tal beleza e um poema que consegue traduzir uma filosofia nos seus indizíveis, pois, são pontos obscuros, necessitaria de ser partilhada...
Limite: um ponto no caminho da vida... Alí mora a encruzilhada...Terra de Exu: indefinição...
A intensidade máxima, os potentes devires, o novo e o diferente... ali...
Espreitados pela dificuldade de se gerar uma linha de fuga... um plano de cansistência, para além dos olhares vampirescos que vigiam os limites...
Abraços. Com ternura.
Jorge

Marta Rúbia de Rezende disse...

Se quiser pode publicar. Vou perdendo assim o medo que tenho de mim. Medo de expor as minhas coisinhas mais delicadas.

Depois, vou mandar outros. Alguns eróticos. Alguns filósoficos. Alguns sei lá o quê. Sempre preguiçosos...

beijo, tô indo, Santo André, enfrentar enchentes e engenheiros! É Duro.

beijo
Marta

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, publicarei com alegria e consciência da potência que estarei partilhando.
Viu os jovens voltaram, fazendo companhia a Hilda: erotismo e ternura, uma vida de amor e paixão .. Ventania: sonhos, magias e luares... abraços , Jorge

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge, se for publicar, considere, por favor, o que segue abaixo com pequenas mudanças da anterior.

MEU FILHO ME LIGOU NESTE INSTANTE E DISSE QUE PASSOU NA FUVEST- POLI/USP. Vc é o segundo a saber. Alegria!!!

Experiência-limite

Limite é...
Como dizer?
Limite é
Não se limitar.
Limite é
O ponto do devir.
Limite é
Onde a gente deve ir.
Limite é
Fazer curva na reta.
Limite é
Quando pensamento começa a pensar.
Limite é
Experimentar a intensidade máxima.
Limite é
Nascedouro do outro em mim.
O amor, já disse o poeta maior,
"É o que se aprende no limite".

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta parabéns! Dê um abraço nele por mim... Avida acorda a vida que dormita em nós: alegrias, cantigas, brisa e um pouco se sereno no luar...
Abraços, Jorge