sábado, 12 de fevereiro de 2011

ESPACIO UTOPÍA ACTIVA: LA DESPEDIDA DE GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ

                                LA DESPEDIDA
                                          Gabriel García Márquez

"Si por un instante Dios se olvidara de que soy una marioneta de trapo y me regalara un trozo de vida, posiblemente no diría todo lo que pienso, pero en definitiva pensaría todo lo que digo.

Daría valor a las cosas, no por lo que valen, sino por lo que significan. Dormiría poco, soñaría más, entiendo que por cada minuto que cerramos los ojos, perdemos sesenta segundos de luz. Andaría cuando los demás se detienen, despertaría cuando los demás duermen. Escucharía cuando los demás hablan, y cómo disfrutaría de un buen helado de chocolate!

Si Dios me obsequiara un trozo de vida, vestiría sencillo, me tiraría de bruces al sol, dejando descubierto, no solamente mi cuerpo sino mi alma.

Dios mío, si yo tuviera un corazón, escribiría mi odio sobre el hielo, y esperaría a que saliera el sol. Pintaría con un sueño de Van Gogh sobre las estrellas un poema de Benedetti, y una canción de Serrat sería la serenata que les ofrecería a la luna. Regaría con mis lágrimas las rosas, para sentir el dolor de sus espinas, y el encarnado beso de sus pétalos...

Dios mío, si yo tuviera un trozo de vida... No dejaría pasar un solo día sin decirle a la gente que quiero, que la quiero. Convencería a cada mujer u hombre de que son mis favoritos y viviría enamorado del amor.

A los hombres les probaría cuán equivocados están al pensar que dejan de enamorarse cuando envejecen, sin saber que envejecen cuando dejan de enamorarse!

A un niño le daría alas, pero le dejaría que él solo aprendiese a volar.

A los viejos les enseñaría que la muerte no llega con la vejez, sino con el olvido.

Tantas cosas he aprendido de ustedes, los hombres... He aprendido que todo el mundo quiere vivir en la cima de la montaña, sin saber que la verdadera felicidad está en la forma de subir la escarpada. He aprendido que cuando un recién nacido aprieta con su pequeño puño, por vez 
 primera, el dedo de su padre, lo tiene atrapado por siempre. He aprendido que un hombre sólo
tiene derecho a mirar a otro hacia a bajo, cuando ha de ayudarle a levantarse.

Son tantas cosas las que he podido aprender de ustedes, pero realmente de mucho no habrán de servir, porque cuando me guarden dentro de esa maleta, infelizmente me estaré muriendo".


... por la unidad de los pueblos latinoamericanos!
Dijo Cortázar, si me pregutan mi nacionalidad, no tengo dudas, contesto: soy latinoamericano.
Por la vida y la libertad, por la justicia y por la inclusión de los oprimidos!...
Por Pachamama: que los frutos y las flore sean, de igual, compartidas...

 Traducción en portugués:
“Se por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso mas pensaria tudo o que digo.  
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria um bom gelado de chocolate !
Se Deus me oferecesse um pouco de vida,
vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também  a minha alma.
Meu Deus,
se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que eu ofereceria à Lua!
Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...
Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... não deixaria passar um só instante sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.  
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor..
Aos homens
provar-lhes-ia como estão equivocados  ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!
A uma criança,
dar-lhe-ia asas,
mas teria de aprender
a voar sozinha.
Aos velhos
ensinar-lhes-ia
que a morte não chega com a velhice,
mas com o esquecimento.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se...
Tantas foram as coisas que aprendi com vocês, os homens !
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está em subir a encosta...
Aprendi que, quando um recém-nascido aperta,
com a sua pequena mão, pela primeira vez,
o dedo de seu pai,
o tem agarrado para sempre.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me irão servir realmente de muito, porque, quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente  
estarei a morrer...”


2 comentários:

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorgito, eu acho que esse texto não é do GG. Tenho a impressão ... quase certeza. Não parece nada com ele. Com o pensamento dele. Verifique e verá. Não é uma questão de veracidade ou não. É mais a questão de que esse texto não tem a potência do falso. Não vejo nada do GG nele e "por trás dele". Não é cópia nem simulacro. De qualquer forma, desculpe-me pela ousadia de contestar uma autoria tão divulgada.
A autoria é um campo problemático cada vez maior com a internet.
abraço
Marta

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, quando o recebi, li, e engavetei.. Era meio auto-ajuda com músicas parasienses lindas, mas um escrito doce. Houve, então, o debate... Aí, veio o texto do Benedeti: pasmei-me...ternura d++++.
Hoje, voltei a internet e me parece que a verdade, bendita palavra, é que escreeu sob o impacto do diagnóstico...
Abraços, Jorge.
PS. os dois, Gabriel e Benedetti, recordam epitafio dos titas, porém, os titas mantiveram seu estilo. Não?