sábado, 12 de fevereiro de 2011

SOCIEDADE DE AMIGOS: POETAS DE ESCOL, POESIAS DOS QUE OUSARAM VIVER...

             RISCOS
               Anne M Moor

O traçado da vida ensina-nos
A desafiar momentos desenhados
Por ventos e redemoinhos.

Desafios em duelos musicados
Brincam com o improviso de
Vidas povoadas de carências.

Riscos delineados por sentires
Esboçam portas com histórias
E memórias que atiçam.

Arriscar-se ou riscar-se é pular
No abismo de uma vida que nos
aponta para alamedas do caminho.


    COTIDIANAS II...
           Adilson S Silva

No sinal
O malabarista,
Piruetas,
O burguês no cruzamento
Torce o nariz,
O menor: Olha o jornal!
O baleiro se aproxima
Tome bala...
Perdida, ardida
Por um Real...
Um momento, um momento!
Vai fechar o sinal...
Molambos, mocambos
Pedaços de gente
E o olhar desviado
Da existência
Do existente...


                 EU IA...
                      Vivaldo Bernardes de Almeida

Eu ia na vida,
de repentete vi.
Perguntei o que fazias,
respondestes que também ias.
Parei.
Paraste.
E estamos parados, nos olhando,
já faz tanto tempo...

            AMOR
                      Vivaldo Bernardes de Almeida

Ouço-te a todo momento;
se venho, vens; se vou, vais;
não me sais do pensamento...
Eu sou tu, não sou eu mais!...

                     trovas
                                  Vivaldo De Bernardes de Almeida
Os cabelos estão bracos,
a face já é marcada;
foram tracos e barrancos:
só saudade... e mais nada. 
          ***
Eu vou apagar o sol,
prender a noite no bar;
serei boêmio de escol,
com chope, viola e luar.



6 comentários:

Anne M. Moor disse...

Que poemas bem linnnnnnnnnnnnndos de Vivaldo B. de Almeida! Obrigada Jorge por compartilhar conosco.

bjos

Anne

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Anne, é um professor de literatua aposentado que vive num sítio, mas, mantém seu amor à poesia e a realiza com paixão... Mantivemos uma oficina de arte poética para a população... Eram poucos, porém, muito gratificante... Ensinavamos : trovas, sonetilhos, sonetos, alexandrinos, redondilhas, haikais, poemas livres...
Eu era co-professor, porque havia aprendido com outro grande escritor anônimo Fausto de Vito.
Depois, desenvolvi, já só, oficinas de poesia com portadores de sofrimento mental e com populações da periferia onde tinhamos um trabalho social...
Ele só teve um livro publicado: 100 exemplares que ele doou aos amigos...
Mas era e é impressionante o seu amor à poesia. Via como Manuel de Barros, um ofício, que pede tempo,esmero e dedicação...
Um grande coração...
Abraços, com a mesma ternura e carinho, Jorge

Adilson - Rio de Janeiro - Brazil disse...

Boa noite meu amigo , agora voce ja sabe que foi o José Caui a causação do nosso encontro , pois então vamos compartilhando versos e poesia ...
Brevemente , enviarei alguns textos da lida terapeutica colhidos nos olhos daqueles que chegam ao extremo vazio das coisas ... abraços ...

O poeta

Trouxe um silêncio consigo,
A voz presa no dizer,
Uma dor no peito como abrigo,
Face coberta sem se poder ver.

Gaivotas, mansidão e o mar,
As águas batendo nos rochedos
Como se estivessem a brincar
O olhar, as ondas e seus segredos...

O amor, mistérios, enigmas,
As brumas e o vento
E o poeta louco a recitar
Versos de puro lamento...

O Poeta...
é mesmo desse jeito.

(@by Adilson S. Silva)

Só por hoje ...

(Um poema para AGORA)


Hoje é véspera de amanhã.
Ando planejando meu futuro,
Adormeci pensando nele,
Ele está se tornando lilás
O mundo é colorido,
Nos olhos, a cor se faz.

É bom sonhar outra vez.
Eu não gostava de tantas coisas,
Agora tanto faz.
Só barcos de papel
Navegam abismos.
São leves,
Navegam por sua natureza.

Assim ...
Vou levando, vou falando
O que não sei de mim.
Vou mostrando minha nudez,
Vou me mudando
Para continuar
...Eu mesmo!
(©by Adilson S. Silva)

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Adilson, querido, belos poemas, com a vitalidade de quem retoma os avessos e reversos do cotiano, através de versos ternos e florais...
Suaves como o orvalho, férteis feita a seiva e encantados numa sintonia com o luar,
Abraços com carinho,
Jorge Vamos poetar.
Assim, que der mande-me texto... da labuta.

Alê Barros disse...

SER MULHER



Ah, ser mulher!

Ser mulher é ver o mundo com doçura,
É admirar a beleza da vida com romantismo.
É desejar o indesejável.
É buscar o impossível.

O poder de uma mulher está em seu instinto
Porque a mulher tem o dom de ter um filho,
E cuidar de vários outros filhos que não são seus.

Ah, as mulheres!
Ainda que sensíveis
Mulheres conseguem ser extremamente fortes
Mesmo quando todos pensam que não há mais forças.

Mulheres cuidam de feridas e feridos
E sabem que um beijo e um abraço
Podem salvar uma vida,
Ou curar um coração partido.

Mulheres são vaidosas,
Mas não deixam que suas vaidades
Suplantem seus ideais.

Muitas mulheres mudaram o rumo
E a história da humanidade
Transformando o mundo
Em um lugar melhor.

A mulher tem a graça de tornar a vida alegre e colorida,
E ela pode fazer tudo isto quantas vezes quiser
Ser mulher é gostar de ser mulher
E ser indiscutivelmente feliz
E orgulhosa por isso.

- Brunna Paese -

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Alê, a poesia que você traz com beleze e ternura coloca a mulher como uma base da vida que queremos: uma vida de cuidado e carinho, de cooperação e partilha... Porisso, penso que o futuro tem raízes no coração da mulher.
Abraços com carinho, Jorge