sábado, 5 de fevereiro de 2011

POESIA: AMOR-REVOLUÇÃO...

                              AMOR SORRATEIRO
                                           Jorge Bichuetti

Se te amei
demasiado,
não me culpes;
não tive nenhum domínio
sobre as forças da paixão...

O amor,
este descarado,
cresceu, silencioso ,
inundando minha pele
e me penetrou, visceral...
Assim, quando dei por mim,
já era ele o comandante,
estava feita e florida
uma primaveril revolução...


















                

            
   
        AMOR E REVOLUÇÃO
                                  Jorge Bichuetti

Íamos mudar o mundo,
guerreando, noite e dia,
esquecidos da própria vida.
A selva, ali, escondia
nossos medos e a morte
que não aparecem no sonhar...

Guerreamos, todo tempo,
cheios de ardor e valentia,
do nada, nasceu nosso amor,
inesperado, porém, forte,
um ardente filho do mundo
que na luta  íamos mudar...

Era a vida e suas magias:
se a revolução anda nos sonhos,
a paixão mora na luz do luar...


                   A ROSA
                                 Jorge Bichuetti

Eras a rosa vermelha
da minha revolução;
meu corpo, a  tua ovelha,
p'ra as pastagens da paixão...

10 comentários:

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge, se eu ainda tivesse um blog postaria hoje o Camelo Bene. Mas eu não tenho mais um blog, por enquanto. Aquele foi contaminado por uma pena maléfica. Sem ressentimentos, mas quando rompo com a maldade, chuto o pau da barraca. Intempestiva. Sim foi um acontecimento. Uma coisa é debater, discordr, opinar; outra coisa bem diferente é desprezar, menosprezar, julgar sem base etc e tal. Deixa pra lá.
Carmelo Bene declamando Maikoviski: queria que vc visse, pela expressão, pela riqueza dos gestos, pela força dramática, pelo amor ao poema: http://www.youtube.com/watch?v=V2g9KPbjlmc&feature=related
beijo Jorge amigos do blog
Agora vou sossegar pra não espantar os devires desse sábado. Sinto no ar devires , potentes.
M

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, não mate... um guerreiro audacioso e inventivo, pela poeira dos que não suportam o que traz o novo, a vida e a alegria...
Me alimento, diariamente, no seu blog... O amo.
E não estou com saúde para perder, novamente, um amor.
Irei ver o Camelo Bene...
Beijos, Marta... minha amiga e irmã... de sonhos, arte e artes, de vida já vida e de vidas que virão... no atos parturientes do devir.
Abraços , Jorge

Anne M. Moor disse...

Jorge

O teu poetar é lindo! O amor vem "do nada" a, seguidamente, zombar de nós :-)

beijos
Anne

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Anne, penso como você... E acho que nós poetas temos um papel importantíssimo; se o amor zomba de nós nos entreveros do destino, sem a poesia, acabaremos zombando do amor e com isso empobrecendo a vida e próprio porvir...
Hoje, recebi com alegria uma postagem dizendo da beleza e da força da sua poesia, querida amiga.
Abraços, Jorge

Anne M. Moor disse...

Com alegria recebo eu esta notícia. Se o meu poetar serve de alegria para alguém isso me dá imenso prazer.

bjos
Anne

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Anne, minha alegria foi imensa, pois amo sua poesia e a sinto um canto da vida que fala pelas vísveras da sua alma sensível.
Beijos Jorge

Marta Rúbia de Rezende disse...

Anne, seus poemas são lindos. Não sou poeta, quem me dera ser você e o Jorge. Uau, seria demais. Mas, escrevo linhas, meio gaguejantes. Escrevi essa pro Jorge:

Um cavalo alado traça horizontes.

Marta Rúbia de Rezende disse...

Vai aí um dos meus poemetos preguiçosos:

Morrer de amor

Atravessar seus olhos azeitados... buraco negro.
Cheirar sua face... lírios do campo.
Beijar seus lábios... boca do inferno.
Tocar seu corpo... máquina de amor.
apagar mentes, acender delírios, afastar medos, trotar horizontes, inundar paisagens, esquecer nomes, nadar memórias, vibrar clarões, chupar vinhas, lamber dentes, encostar pés, navegar céus, apertar mãos, morrer de rir, chorar de prazer, cantar passarinhos, cultivar flor, amar o amor.
Conjugar vidas e verbos até que a pequena morte nos separe. Amém.
Morrer vale a pena quando o amor não é pequeno.

Marta

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorgito, não parei o blog por causa dos outros. O acontecimento só serviu para a tomada de decisão. A forma estava esgotada. Não me leve a mal, não há vingança, nem propósito. É que quero mesmo mudar o tom, a forma e a estrutura do blog. Não vou ficar mais blogspot. O blog vai ter um domínio próprio para permitir maior flexibilidade, capacidade de armazenamento etc.
É isso. Coragem para mudar. Adorei a experiência e senti no meu corpo a potência dos encontros virtuais, sejam eles bons ou ruíns.
bacio
m

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, poeta, filósofa, mulher... guerreira e cheia de novos sonhos e horizontes, como se fosse um cavalo que recebe um guia: a utopia e os devires, e nos consultamos com estes guias ... falam, cantam, sonham e chegama à Terra no seu cavalo... Eles, deuses do céu; ela-oavalo- uma deusa profana que vive no entre a Augusta e a Estrela da manhã...
Enquanto você pensa e reinventa seu trabalho, bloqueiro peço-lhe sua cooperação de parceira para o nosso utopia ativa...
A Universidade popular decolou: alegre, altiva e revolucionária. Com muita gente, ideias, sonhos e a amizade fazendo liga entre o céu estrelado e o eslendor da aurora...
Te adoro: Beijos, Beijos, Beijos: Jorge