sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

VIOLÊNCIA: ALGUMAS NOTAS

                                                      Jorge Bichuetti

Qual o sentido da violência?...
Nietzsche nos fala que tudo é relaão. Relações de forças. De dominação e submissão. Forças ativas e reativas...
Urge, então, afirmarmos a vida e paz; dizendo, não a violência.
Ela ocorre e ocorre , longe nas guerra, e, pertinho, nas agressões que inconsequentes, muitas vezes, banalizamos.
Força opressiva, subjugante: dominação gerando corpos mortificados , com insegurança e medo, submissão e morte.
Coletivamente, somos cúmplices... Nada fazemos para detê-la.
Ela surge nas estatísticas e nas páginas sangrentas dos jornais, porém, antes, estiveram diante dos nossos olhos, e nos sentimos de mãos atadas.
Fannon, psiquiatra e antropólogo argelino, diz que ela se dá de duas maneiras: horizontal e vertical.
Os dominantes oprimem e violentam os subordinados; estes não conseguindo, resonder, violentam os seus iguais... outros oprimidos.
Lacan a percebe na ausência de um não, um limite interno.
A filosofia o traduziria com uma única frase curta: desumanização desumanizante.
A moral repressiva de culpa e ressentimento não a contém... Estimula-a, indiretamente.
Klein a vê como culpa, mal-estar, projetado no outro que passa a ser um objeto destrutível para um falacioso e temporário equilíbrio interno.
Outros, a vêem como uma rogativa, através de uma atuação, para que o mundo externo o contenha na sua desestruturação caótica interna.
Sempre, contudo, é uma violência aos direitos humanos e à vida. Uma fissura no corpo da cidadania.
Toda vez que uma realidade, molar ou molecular, fica polarizada pelo pólo paranóico ( e a relação de ver no outro um perseguidor ou uma ameaça é uma paranoia), esta realidade é uma realidade  dominada pela instituído epela repressão institucionalizada, formal ou informalmente, a todo personage que corporifica a mudança, o novo, o diferente...
Dai, os crimes de ódio... A violência contra a mulher, a criança, o velho, o negro, índio, os gays e os pobres.
Nossa luta pela paz exige atitude... nos diverrsos campos: jurídico, de segurança, de educação e cuidado, de práticas de construção ética, e nas nossas próprias relações inter-pessoais.
Resistir à violência é uma passo imprescindível para a produção da paz e da não-violência.
O fascismo de estado e os micro fascismos necessitam ser, todos, combatidos.
Nada justifica a violência.  Lutemos pelo fim de todas, sejam: de direita ou de esquerda, policial ou civil, divina ou do lamaçal...
A paz é um tesouro inalienável...
E os corpos devem ser reinventados e situados na vida, como livres, se corpos para amar.

8 comentários:

Adilson - Rio de Janeiro - Brazil disse...

Cheguei aqui pelo , José , o José de Uberaba.
Instalando ar condicionado no aeroporto de Vítória , tudo que sei sobre ele é que ele é o Jose, mas já temos uma grande afinidade. Ele me falou de vc ... e então
Caminhos II
Os Caminhos que separam
São os mesmos que unem
Em rostos que não se reparam
Nas bocas que não se calam
Nos aflitos que não dormem
Nada como antes
Tudo como agora
Somos todos retirantes
Então ...
Sem traçar caminhos vim
(@ By Adilson S. Silva)
Um abraço
Adilson

Meu Blog
http://rimastruncadas.blogspot.com/
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/diadilson

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Adilson, que alegria! Irei, assim, que sair do trabalho visitar seus blogs e estarei lá sempre. Peço-lhe permisão para postar caminhos qunado faças novas postagens , hoje ou amanhã, cedo...
A poesia é o sonho dos vão ao infinito com as asas do amor.
Abraços, Jorge

Adilson - Rio de Janeiro - Brazil disse...

Permissão concedida meu amigo ....fique à vontade ..
Um grande abraço

Maria disse...

Jorge

Também chego aqui por uma amiga, a Anne. E por caminhos que sabe-se lá como se enredam nesta malha fina temos outra pessoa em comum, minha irmã Clarissa Alcantara (tem um link do blog dela na minha página).

A violência é latente, vibra com diferentes cores. Desde pequenos a observamos dentro e fora de nós.
Numa mistura infinita cujas bordas nem sempre se encaixam.
Voltarei sempre por aqui.
Um abraço
Maria

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Adilson, uma alegria!... Sua poesia é bela, precisamos criar uma rede de pessoas e grupos que vivem crendo na arte e na liberdade, no amor e na poesia...
Com ternura, Jorge

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Maria... Maria?... Este ano sairemos no carnaval com os portadores de sofrimento mental e outros excluídos, com o samba: Maria, Maria no país da liberdade... Já saiu no blog. porém, se você quiser vê-lo, mande-me seu email... ( só para facilitar)
A Clarissa é um anjo do céu onde Annne brilha-estrela...
Necessitamos da poesia... Penso, já não suportamos a vida na sua nua crueza.
Abraços com imenso carinho, e desejo de partilha nas utopias da aurora.
Jorge

Tânia Marques disse...

Sonhemos e lutemos, então, por novos devires. Bjsssss

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Tãnia, re-tomar os sonhos, e se por no caminho, irá nos dar forças para deter a violência... Se amamos, somos deuses... Se sonhamos, já estamos nocéu...
abraços, Jorge